A Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe) promoveu, nesta terça-feira (28), um intercâmbio técnico entre suas associadas durante visita ao Centro de Monitoramento Ambiental da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), instalado no bairro de Botafogo, na cidade do Rio de Janeiro.
A agenda reuniu representantes da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), que puderam conhecer de perto uma das mais recentes iniciativas voltadas ao fortalecimento da segurança hídrica no país.
O Centro de Monitoramento Ambiental começou a ser construído em outubro do ano passado e entrou em operação neste mês, reunindo, em um único ambiente, dados gerados por sistemas implantados nas bacias hidrográficas dos rios Guandu e dos rios Guapiaçu e Macacu. Essas regiões são estratégicas para o abastecimento de água, já que o sistema Guandu atende grande parte da população da região metropolitana fluminense, enquanto os rios Guapiaçu e Macacu formam o Canal de Imunana, responsável pela captação do sistema Imunana-Laranjal.
A estrutura foi desenvolvida para ampliar a capacidade de resposta da Cedae diante de possíveis alterações nos mananciais. Com tecnologia de monitoramento antecipado, é possível identificar mudanças na qualidade da água antes mesmo que elas cheguem aos pontos de captação, permitindo a adoção de medidas preventivas que evitem impactos no abastecimento.
Para isso, o sistema conta com 14 pontos de monitoramento equipados com câmeras, além do uso integrado de drones, helicópteros e embarcações. Outro diferencial é a utilização de câmeras espectrais, capazes de analisar cerca de dez parâmetros de qualidade da água, fornecendo informações mais precisas e em tempo real.
O Centro de Monitoramento Ambiental opera 24 horas por dia, consolidando dados sobre qualidade da água e condições climáticas ao longo das bacias e integrando essas informações aos centros de controle operacional dos principais sistemas de abastecimento da companhia.
Durante a visita, os participantes destacaram a relevância da iniciativa para o setor de saneamento, especialmente diante dos desafios crescentes relacionados à preservação dos mananciais e à garantia da continuidade do fornecimento de água. A troca de experiências entre as empresas reforça o papel da Aesbe como articuladora de boas práticas e promotora de soluções inovadoras entre suas associadas.


