Câmara Técnica de Inovação da Aesbe avança em parceria com o BID para fortalecer a transformação digital no saneamento

A Câmara Técnica de Inovação (CTI) da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe) realizou, nesta sexta-feira (31), reunião virtual para discutir os próximos passos da parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), voltada à implementação de diagnósticos de maturidade em inovação e transformação digital nas empresas de saneamento. O projeto será executado pela consultoria Elogroup e utilizará a metodologia internacional AquaRating.

Durante o encontro, os integrantes da CTI debateram o escopo técnico do projeto piloto, os critérios para seleção das empresas participantes e a necessidade de ampliar a representatividade regional na iniciativa. Como encaminhamento, foi definido que a Aesbe realizará uma sondagem entre as associadas para identificar empresas interessadas em integrar o grupo piloto, caso haja novas vagas ou ampliações no projeto.

Na abertura da reunião, o coordenador da Câmara Técnica de Inovação, Fuad Moura, relembrou que a CTI foi criada para apoiar a estruturação e o fortalecimento das áreas de inovação das empresas associadas à Aesbe. O projeto desenvolvido em parceria com o BID representa uma das principais iniciativas da Câmara em 2026 e permitirá a realização de diagnósticos de maturidade em inovação e transformação digital em prestadores estaduais, municipais e privados.

A parceria prevê que a Aesbe atue como apoiadora institucional da iniciativa, sem custos financeiros, enquanto a execução técnica ficará sob responsabilidade da Elogroup, empresa contratada pelo BID para conduzir a aplicação da metodologia AquaRating.

Representando a Elogroup, Carlos Azevedo apresentou os detalhes da metodologia que será aplicada no projeto piloto. Segundo ele, o trabalho vai além da aplicação de um diagnóstico, buscando construir uma metodologia adaptada à realidade brasileira.

“Nosso objetivo não é apenas aplicar uma ferramenta de diagnóstico, mas construir esse processo de forma colaborativa com as empresas participantes. Queremos refinar a metodologia para a realidade do saneamento brasileiro antes de sua aplicação em larga escala, gerando conhecimento que possa beneficiar todo o setor”, destacou Carlos Azevedo, representante da Elogroup.

A metodologia contempla dois eixos principais: gestão da inovação e transformação digital. Ao todo, serão avaliadas práticas, indicadores e o nível de maturidade das companhias, permitindo identificar oportunidades de evolução e subsidiar futuras estratégias de desenvolvimento.

Durante a discussão, representantes de empresas do Nordeste defenderam uma maior participação da região no projeto piloto. Ao encerrar a reunião, Fuad Moura ressaltou que o projeto piloto representa a principal prioridade da Câmara Técnica de Inovação neste ano e reforçou a importância do engajamento das associadas para consolidar uma cultura de inovação no setor de saneamento brasileiro.

Compartilhe

Confira também nossas publicações

Veja todas nossas
edições anteriores