A Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe) é parceira na criação do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos em Clima e Saneamento, iniciativa da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) que surge com o objetivo de fortalecer o setor diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
O núcleo reúne profissionais com ampla experiência técnica e executiva no saneamento, atuando em áreas estratégicas como gestão, regulação, financiamento e implementação de políticas públicas. A proposta é oferecer apoio completo aos prestadores de serviços, integrando desde o planejamento de longo prazo até a execução operacional, com foco em sustentabilidade, resiliência e inovação.
A iniciativa nasce em um contexto de crescente urgência climática e da necessidade de adaptação dos serviços de saneamento, especialmente em cenários de escassez hídrica, eventos extremos e novas exigências regulatórias. Entre os objetivos do núcleo estão o apoio à estruturação de estratégias de mitigação e adaptação climática, a melhoria da eficiência operacional, a redução de riscos e o acesso a financiamentos sustentáveis.
Para o diretor executivo da Aesbe, Sergio Gonçalves, a criação do núcleo reforça o papel estratégico do setor no enfrentamento da crise climática.
“A FESPSP, sempre à frente dos temas atuais do saneamento brasileiro, lançou o Núcleo Clima e Saneamento, que desenvolverá atividades fundamentais para apoiar o setor. Isso também é fruto da COP30 no Brasil, onde a Aesbe pode protagonizar debates e a produção de documentos importantes para que o saneamento esteja mais preparado para o enfrentamento da crise climática. Com isso, a FESPSP traz para o setor sua expertise, com profissionais altamente qualificados para atuarem no tema”, destacou.
O coordenador do setor de Projetos e Pesquisa da FESPSP, Antonio Miranda, ressalta que o núcleo surge em um momento decisivo.
“A criação do núcleo vem em um momento em que é preciso reunir e sistematizar todo o conhecimento disponível sobre a relação entre a mudança climática e a prestação dos serviços de saneamento, considerando seus quatro componentes: abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem urbana e gestão de resíduos sólidos. Vivemos um cenário de eventos climáticos adversos que exige uma resposta urgente”, afirmou.
Segundo ele, a relação entre clima e saneamento é direta e recíproca. “O clima interfere nos serviços de saneamento, mas também é impactado por eles. Por isso, é fundamental analisar essas interações e desenvolver soluções eficazes, que atendam às necessidades do setor e da população”, completou.
Com uma abordagem multidisciplinar, o núcleo atuará em frentes como estratégia climática, gestão de emissões de gases de efeito estufa, governança e riscos climáticos, métricas e monitoramento, transparência e reporting, além de capacitação técnica e articulação de parcerias estratégicas.


