Saneamento básico é sinônimo de saúde

A prestação de serviços de coleta e tratamento de esgoto inclui uma série de fatores fundamentais para a qualidade de vida da população. E entre as principais consequências da sua ausência está a facilitação da transmissão de doenças.

Febre tifoide, cólera, hepatite A e disenteria são exemplos de doenças desencadeadas pela falta de limpeza e purificação adequadas para a eliminação dos patógenos presentes na água. A contaminação pode ocorrer ao se ingerir, ter contato ou mesmo consumir alimentos cozidos ou lavados com essa água. As enfermidades citadas surgem, em geral, quando não é feito um tratamento para se acabar com esses microrganismos.

Para mudar esse panorama, é necessária a manutenção dos investimentos no setor. As associadas da Aesbe vêm trabalhando continuamente para obter esses recursos, seja por meio de investimentos municipais e federais ou por meio de parcerias público-privadas. Ter água tratada é sinônimo de saúde. Nas estações de tratamento, a água que chega dos rios ou represas passa pelas fases de floculação, decantação e filtragem, bem como por outros processos químicos que garantem sua qualidade antes de alcançar o consumidor.

Além prevenir doenças, o saneamento também produz efeitos positivos ao país no que toca a aspectos econômicos e sociais. Água de qualidade, coleta e tratamento dos esgotos, destinação correta do lixo e drenagem da água da chuva produzem melhorias em diversos setores da sociedade.

Inspiração e obras adiantadas

Não faltam exemplos, pelo Brasil, de investimentos realizados pelas companhias estaduais de saneamento associadas à Aesbe para a universalização da coleta e tratamento de esgoto, proporcionando cidadania, qualidade de vida e saúde. No Rio Grande do Sul, a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) realiza obras na nova Estação de Tratamento do Esgoto (ETE) Guarani, visando, em especial, à conclusão da primeira etapa de intervenções, com a entrega de quatro bacias de infiltração em uma área de 9,04 hectares.

A primeira etapa do novo sistema de tratamento de esgoto tem capacidade de atender a 80 mil pessoas, representando um investimento de mais de R$ 40 milhões. Ela inclui dois módulos de tratamento já concluídos, com vazão de 128 litros por segundo. Há também quatro bacias de infiltração já totalmente operacionais, em 9,08 hectares de área filtrante, cujas obras foram finalizadas em dezembro passado.

O projeto original previa a funcionalidade em uma única etapa, ao término de quatro módulos de tratamento e oito bacias de infiltração. No entanto, buscando a maximização do investimento e a agilidade no atendimento das demandas, a Corsan ajustou o plano de obras para permitir a entrada em operação antes do cronograma inicialmente previsto.

O novo sistema conta com os dois primeiros módulos e as quatro bacias de infiltração. Além de antecipar a funcionalidade do sistema, a iniciativa permitiu o atendimento a compromissos ambientais e estruturais do município. A segunda etapa está em andamento. Os dois módulos adicionais encontram-se em fase adiantada de construção, e as novas bacias de infiltração estão na fase de assinatura de contrato. A conclusão da segunda etapa está estimada para o primeiro semestre de 2022.

 

 

AESBE - Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento

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