Sabesp planeja firmar parcerias para leilões

Valor Econômico
19/08/2020

Por Taís Hirata

Companhia paulista de saneamento planeja atuar em outros Estados do país e expandir atuação em resíduos sólidos

A Sabesp, companhia de saneamento paulista, planeja firmar parcerias com o setor privado para expandir sua operação, tanto para fora do Estado de São Paulo quanto para atuar no segmentos de resíduos sólidos, afirmou ontem o presidente da empresa, Benedito Braga, em videoconferência sobre os resultados do segundo trimestre.

O executivo disse que o grupo tem recebido propostas de empresas privadas de saneamento e de fundos de investimentos para possíveis consórcios em concessões de água e esgoto.

“Com essa possibilidade que se abre, em função da nova lei do saneamento, vamos sim concorrer nesses certames. Estamos analisando um a um. Não tem só a Casal [concessão da região metropolitana de Maceió]. Temos [a concessão da] Sanesul, temos [a Parceria Público-Privada de] Porto Alegre. Há uma série de oportunidades que se abrem, e vamos analisar a conveniência econômico-financeira de participar do empreendimento”, afirmou.

A expansão da companhia, diz ele, se dará independentemente das conversas sobre privatização ou capitalização da Sabesp, segundo Braga, em resposta a analistas de mercado.

Independentemente da estrutura societária que acontecer no futuro, [a expansão ocorrerá]. Seja a própria Sabesp, seja uma ‘corporation’, seja uma companhia totalmente privada, independe. Qualquer que seja esse arranjo, será bom para a Sabesp ter mais receita no caixa”, disse.

A empresa também faz planos de ampliar sua atuação no mercado de resíduos sólidos. Antes da publicação do novo marco legal do saneamento, que proibiu a assinatura de novos contratos de programa (firmados entre empresas públicas e prefeituras sem necessidade de licitação), a Sabesp chegou a assinar um acordo do gênero com o município de Diadema, na Grande São Paulo, para cuidar do tratamento de lixo da cidade.

O plano é, em parceria com um grupo privado, construir uma planta de tratamento que irá gerar combustível a partir dos resíduos. No entanto, o contrato ainda depende do sucesso em encontrar uma empresa interessada em compor o negócio. “O novo marco deu um prazo maior para que os lixões sejam eliminados. Vamos entrar nessa área, estamos trabalhando firmemente em parceria com setor privado.”

 

 

 

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