Projeto de gestão de água no DF recebe prêmio internacional

Valor Econômico
05/02/2020

Por Marina Salles

Iniciativa desenvolvida no Ribeirão Pipiripau, um dos afluentes do rio Paranaíba, ficou em segundo lugar no Water ChangeMaker Awards, na Suécia

O Projeto Produtor de Água do Ribeirão Pipiripau, um dos afluentes do rio Paranaíba no Distrito Federal, que representou o Brasil no concurso Water ChangeMaker Awards, conquistou o segundo lugar na competição. O prêmio, promovido pela Parceria Global pela Água (GWP, na sigla em inglês), entidade sediada na Suécia, reconhece iniciativas em todo o mundo que promovem mudanças socioambientais por meio de questões relacionadas à água. Nesta edição, o concurso recebeu 350 inscrições de 80 países e teve 12 finalistas.

O projeto brasileiro selecionado começou em 2010 e é coordenado pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa). Os trabalhos contam com a participação de 17 instituições públicas e privadas, sendo uma delas a Embrapa.

Seu objetivo é minimizar os conflitos de água na bacia do Pipiripau por meio de boa governança, gestão integrada de recursos hídricos e implementação de boas práticas de gestão e conservação do solo e da água.

A bacia do ribeirão Pipiripau ocupa uma área de 23.527 hectares a nordeste do Distrito Federal, na divisa com o município de Formosa (GO).

Os trabalhos são executados por meio da participação voluntária de instituições e colaboradores que atuam em suas próprias regiões para recuperar mananciais nas áreas rurais, realizar reflorestamento e práticas de conservação de solo.

Já o projeto vencedor do Water ChangeMaker Awards foi o de um grupo de jovens das Filipinas. No país, apenas 3% das florestas primárias permanecem de pé, dado o desmatamento desenfreado, extração mineral e fiscalização ambiental deficiente no arquipélago.

Em 2017, a fundação local Masungi Georeserve firmou um acordo histórico com o governo nacional para restaurar cerca de 3 mil hectares de terras degradadas em torno das formações de calcário de Masungi. O projeto, em grande parte liderado por jovens com menos de 30 anos, aumentou as medidas para proteger a área de ameaças como exploração de pedreiras, caça ao tesouro e tráfico de terras.

A iniciativa envolveu 100 guardas florestais em tempo integral e coalizões com diferentes setores. Na frente de plantio e cultivo de árvores, são mais de 200 os parceiros corporativos. E 40 instituições educacionais participam na educação da conservação da natureza, somando-se a 30 pesquisadores e ONGs que monitoram a biodiversidade e desenvolvimento comunitário local.

 

 

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