Produção agroindustrial voltou a diminuir no país em novembro, indica FGV

Valor Econômico
13/01/2019

Por Fernando Lopes

PIMAgro, calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da fundação, fechou o mês com baixa de 1,1%

Depois de reagir em setembro e se manter firme em outubro, o Índice de Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) voltou a recuar em novembro, pressionado pela queda das atividades no segmento de produtos não-alimentícios, sobretudo florestas.

De acordo com cálculos recém-concluídos, o indicador fechou o mês com baixa de 1,1% na comparação com novembro de 2018, ante uma contração da indústria em geral no país de 1,7%. Assim, no acumulado deste ano o crescimento do PIMAgro diminuiu para 0,3%. O indicador é baseado em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE e nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV.

Com a melhora na economia, o grupo de produtos alimentícios e bebidas, que havia crescido 10,6% em outubro ante o mesmo mês do ano passado, voltou a registrar variação positiva em novembro, embora bem menor (0,4%). O suporte veio do avanço de 6,8% observado na área de bebidas, já que houve queda de 1,3% no caso dos alimentos.

Entre os produtos alimentícios que compõem o PIMAgro, houve desempenho negativo, na comparação, entre os de origem vegetal (5,1%), incapaz de ser compensado pelo crescimento observado entre os de origem animal (0,7%). Nas bebidas, houve aumentos tanto no segmento das alcoólicas (7,8%) quanto no mercado das não-alcoólicas (5,7%).

No grupo de produtos não alimentícios, entretanto, novembro foi mais um mês de retração (2,8%). A maior pressão veio da área de produtos florestais (queda de 5,5%), seguida pelos retrocessos dos insumos (3,2%), dos produtos têxteis (2,2%) e da borracha (2,1%). Biocombustíveis e fumo, em contrapartida, voltaram a registrar variações positivas – 3,9% e 0,9%, respectivamente.

 

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