Para os Engenheiros Sanitaristas, o futuro se constrói agora

Qualidade técnica na implementação dos planos de saneamento e gestão de resíduos

Por CREA-SC

O engenheiro sanitarista tem conhecimento técnico para atuar, entre outras áreas, na gestão de resíduos sólidos, licenciamentos, drenagem urbana e sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Este profissional projeta, constrói e gerencia a operação dos sistemas de distribuição de água, coleta e tratamento de esgoto, responsável pelo diagnóstico, avaliação e preservação do ar, solo e da água.

A história da engenharia sanitária iniciou há cerca de 3.000 anos a.C., data de sítios arqueológicos onde foram encontrados sinais de cidades com ruas drenadas e pavimentadas e banheiros nas residências com esgoto canalizado. Somente a partir de 500 a.C. é que as doenças começaram a ser relacionadas com as condições ambientais. Na década de 1840 as medidas de drenagem, limpezas de casas e ruas e suprimento de água passaram a ser encaradas como atividades da engenharia civil e não da área médica.

Em 1879 foi criado o Sistema Separador Absoluto, pelo engenheiro George Warning, em Memphis (EUA), caracterizado pela utilização de uma rede coletora exclusiva para a água da chuva e outra para efluentes domésticos, passando a ser adotado no mundo todo. No Brasil, a obrigatoriedade desse sistema a partir do ano de 1912 deve-se a Francisco Saturnino Rodrigues de Brito, considerado o patrono da engenharia sanitária. A data comemorativa é 23 de julho, dia da Resolução 310/1986 do Confea que discrimina as atividades do profissional.

Engenharia Sanitária e Engenharia Ambiental – O primeiro curso de graduação em engenharia sanitária no Brasil foi criado na década de 1970, após um estudo elaborado, mediante convênio entre o extinto Banco Nacional de Habitação (BNH) e a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), que constatou a necessidade de formação de 9.000 engenheiros, dos quais 3.000 sanitaristas, para o cumprimento das metas do Plano Nacional de Saneamento (PLANASA), concebido pelo governo com o objetivo de atender às demandas do setor.

Com o agravamento das questões ambientais e com as discussões em torno da Conferência de Estocolmo, realizada em 1972, os cursos de engenharia precisaram se adequar às demandas e incorporar as preocupações neste setor. A modificação dos currículos começou em meados dos anos 80 e início dos anos 90. A adaptação alterou também a nomenclatura de alguns cursos, para que tivessem uma maior correspondência ao novo foco. Portanto, existem atualmente cursos de Engenharia Sanitária e Ambiental ou cursos exclusivamente de Engenharia Ambiental. A graduação em engenharia ambiental é mais voltada à gestão, administração, ordenamento, monitoramento e a mitigação dos danos ambientais.

Área de atuação e atribuições do engenheiro sanitarista – O mercado de trabalho para o engenheiro sanitarista encontra-se constantemente em expansão, tanto em virtude do aumento da consciência ambiental, quanto da necessidade urgente de ampliação, potencialização e universalização dos indicadores de saneamento nos estados e país. A demanda nesta área é praticamente inesgotável, exigindo, da mesma forma que os engenheiros ambientais e/ou sanitaristas e ambientais, grande atuação junto às gestões públicas para maior qualidade técnica na implementação dos planos de saneamento e gestão de resíduos, em adequação às leis 11.445/2007 e 12.305/2010, respectivamente Políticas Nacionais do Saneamento Básico e de Resíduos Sólidos.

De acordo com a resolução 310/1986, compete ao engenheiro sanitarista o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º da Resolução nº 218/73 do Confea, referente a sistemas de abastecimento de água, sistemas de distribuição de excretas e de águas residuárias (esgoto), em soluções individuais ou sistemas de esgotos, coleta, transporte e tratamento de resíduos sólidos (lixo) e controle sanitário do ambiente, incluindo o controle de poluição ambiental, saneamento dos alimentos, entre outros atributos.

O futuro se constrói agora – Em homenagem aos profissionais da engenharia e geociências, o CREA-SC lançou no dia 20.09 a campanha: O futuro se constrói agora. O objetivo é enfatizar a importância da atuação dos profissionais da área tecnológica para a retomada do crescimento e posicioná-los como agentes do desenvolvimento econômico, qualidade de vida e segurança da sociedade, tanto no meio urbano quanto rural.

“Ressaltar a importância, representatividade e força dos nossos profissionais e profissões são compromissos importantes da nossa gestão, refletidos nesta campanha”, assinala o presidente do CREA-SC, Eng. Agr. Ari Geraldo Neumann.

“Muito se espera do nosso futuro. Que ele seja próspero e traga um novo período de oportunidades. Mas o que determina o futuro são as nossas ações de hoje. Para o CREA-SC, o tão sonhado projeto de um novo país já começou. A sociedade pode contar com a autoridade técnica dos profissionais da engenharia, agronomia e geociências para viver uma nova era de desenvolvimento. Porque se a economia é uma roda, não há ninguém mais capacitado para fazer a engrenagem girar”.

 

AESBE - Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento

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