O desafio do saneamento

Isto é Dinheiro
09/10/2020

Por Beto Silva

Compesa se destaca no setor público ao enfrentar com investimentos a difícil situação do segmento no estado com a menor disponibilidade hídrica do Brasil.

No Brasil, 35 milhões de pessoas não têm acesso a abastecimento de água tratada, segundo dados do Instituto Trata Brasil. São 47% dos brasileiros – ou 100 milhões de cidadãos – sem acesso à coleta de esgoto. Apenas 46% dos dejetos produzidos no País são tratados. Em Pernambuco, a situação hídrica é ainda mais crítica. Entre as 27 unidades da Federação, o estado tem o pior índice de disponibilidade hídrica. A quantidade de água acumulada nos reservatórios dividida pelo número de habitantes mostra que cada pernambucano recebe pouco mais de 100 mil litros de água por ano, o menor índice do Brasil. É nesse difícil cenário, que demanda muito trabalho e investimento para universalizar o saneamento básico, que a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) foi a vencedora do anuário AS MELHORES DA DINHEIRO 2020, na categoria Setor Público. “Realizamos uma gestão de vanguarda, marcada por altos investimentos, expansão de serviços, olhar atento à inovações, tudo para garantir a segurança hídrica à população”, afirmou Manuela Marinho, presidente da companhia.

A Compesa está presente em 172 dos 184 municípios de Pernambuco e também na ilha de Fernando de Noronha, que pertence ao estado. São cerca de 6 mil colaboradores diretos e indiretos que atuam para levar diariamente serviços de abastecimento de água a 7,5 milhões de habitantes e serviços de coleta e tratamento de esgotos para 2 milhões de pessoas. O faturamento em 2019, que soma a receita líquida dos serviços de água e esgotamento sanitário com a inclusão dos serviços de construção, atingiu R$ 2,1 bilhões, cerca de 8% superior ao de 2018. “Estamos sempre focados na maturidade de governança e na sustentabilidade financeira, que unem eficiência operacional e satisfação do cliente”, disse Manoela.

No ano passado, a companhia investiu R$ 728 milhões, sendo R$ 338 milhões na melhoria e expansão dos serviços de água e R$ 390 milhões na área de esgotamento sanitário. “Tivemos importantes avanços, principalmente no Agreste”, disse a executiva. A região tem a menor disponibilidade hídrica do estado. Lá está sendo implantada a Adutora do Agreste, a maior obra hídrica do País, que levará água por centenas de quilômetros para abastecer cidades inteiras. O complexo é composto por 1.500 quilômetros de adutoras que transportam água do Rio São Francisco ao Agreste. Beneficiará 2 milhões de habitantes, com um investimento total estimado em R$ 3,2 bilhões de reais. A primeira etapa, orçada em R$ 1,4 bilhão, já está em andamento.

Essa é uma das quatro grandes obras que, quando concluídas, vão mudar o patamar do saneamento pernambucano, segundo a presidente da Compesa. As outras três são os Sistemas Adutores de Poços de Tupanatinga, do Alto Capibaribe e de Serro Azul. Para 2020, a projeção de investimentos é de cerca de R$ 1,1 bilhão em obras e projetos.

“Realizamos uma gestão de vanguarda, marcada por altos investimentos, expansão de serviços e olhar atento à inovação” Manuela Marinho, presidente da Compesa.

No campo operacional, a Compesa também contabilizou avanços importantes. Foram 165 mil serviços realizados no Programa Compesa Atende, de gerenciamento das demandas dos clientes da Região Metropolitana do Recife em relação à manutenção corretiva em redes e ramais de água, que compreendem a correção de vazamentos, substituição de redes e ramais, instalações e serviços de finalização (reaterro, recomposição de passeios e vias em asfalto, paralelo, concreto, entre outros). No total, foram registradas 3,5 mil novas ligações, 9,3 quilômetros de redes de água e 7,2 quilômetros de substituição de tubulações hídricas.

Tudo isso amparado em inovação, pelo Programa Compesa 4.0, que integra sistemas de automação com os corporativos, desenvolvimento de dispositivos de IoT e o uso de técnicas de big data, computação em nuvem e cibersegurança. Por meio dessas iniciativas, foram implantados os sistemas de inserção, validação e auditoria dos volumes de água produzido e distribuído e o sistema de gestão operacional.

A Compesa gerencia a maior Parceria Público-Privada (PPP) do saneamento no Brasil, estabelecida em 2013, com previsão de investimentos na ordem de R$ 6,7 bilhões até 2037, juntamente com a BRK Ambiental. Em 7 anos de projeto, que visa ações exclusivas ao saneamento na Região Metropolitana do Recife, já foi aplicado R$ 1,4 bilhão. “Reduzimos em 50% as ocorrências relacionadas à manutenção dos sistemas de esgotamento sanitário. Isso demonstra a melhoria da performance da nossa operação e o trabalho para levar mais qualidade de vida aos pernambucanos”, afirmou Manuela.

As melhores

  1. COMPESA 478,95 PONTOS
  2. CESAN 457,35 PONTOS
  3. CAGECE 375,28 PONTOS

 

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