“Participativa, com muita interação e praticamente sem custos para sua realização”: foi assim que o coordenador da Câmara Técnica Comercial (CTC) da Aesbe, Agostinho Moreira Filho (Cagece), definiu a reunião, por videoconferência, promovida nesta quinta-feira (14), com a participação simultânea de 50 representantes de 21 companhias estaduais de saneamento. “Estamos muitos satisfeitos com os objetivos alcançados com essa experiência, que deverá se tornar uma tendência. Estamos aprendendo a usar essa ferramenta. A previsão é que as próximas agendas sigam o movimento virtual, com frequência quinzenal”, estimou. 

A agenda para o restante do ano já está assegurada. Assim como no último encontro, as reuniões dos membros da Câmara deverão tratar, principalmente, de uma agenda central de assuntos, como, por exemplo, o cenário pós-pandemia para o setor de saneamento. Nelas, as empresas traçarão suas providências iniciais, após verificarem seus índices de inadimplência. Também deverão ser discutidas com mais intensidade novas formas de cobrança, com a análise da intensificação e substituição de algumas modalidades que possam ser traduzidas em ferramentas mais automatizadas, mais ágeis. “Particularmente, vi práticas interessantes, como, por exemplo, a de melhorar a arrecadação, que é um dos objetivos da nossa Câmara”, destacou o gestor.

Agostinho toma como exemplo o seu estado, o Ceará, que, infelizmente, na tarde desta sexta-feira, ocupava o segundo lugar no ranking de casos oficiais confirmados, com 21.371 pessoas infectadas e 1.413 mortes pela Covid-19. “Esperávamos que a inadimplência computada no mês de abril fosse crescer em maio. Afinal, com mais pessoas desempregadas e, portanto, com a renda mais afetada, nossa expectativa inicial era negativa. Mas, para a nossa surpresa, tanto aqui na Cagece quanto em outros estados, segundo os depoimentos de alguns colegas, até o momento, os números prévios são melhores”, afirmou.

Também se discutiram novas metodologias de atendimento ao público consumidor, um assunto promissor também para a agenda anual, já que as novas ferramentas e funcionalidades de canais digitais, incrementadas durante a suspensão do atendimento presencial, se mostraram seguras, confiáveis e práticas e foram muito bem aceitas pela população. “Podemos aproveitar o momento para implementar melhorias e, sem dúvida, esse será um legado da crise que atravessamos”, explicou Agostinho.

Para a secretária da Câmara Técnica Comercial da Aesbe, Samantha Tavares – também representante da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) no Comitê Comercial –, a dinâmica do encontro virtual inaugural de 2020 está aprovada. “A reunião foi excelente, já que o grupo integrante da Câmara Técnica Comercial é muito coeso e extremamente participativo. A troca de experiências aconteceu de forma bastante objetiva e salutar, pois sempre há alguém trazendo novidades, o que, para o propósito da Câmara, é muito importante”, ressaltou. Segundo ela, mesmo com o término do compromisso regimental, a Aesbe, por meio de sua Câmara Técnica Comercial, segue a serviço de suas associadas para compartilhar os resultados obtidos com o encontro, para que as áreas comerciais das companhias estaduais de saneamento comecem a implantar as boas práticas conhecidas e discutidas. “Vamos continuar a compartilhar as melhores práticas em exercício, recebendo valiosos insumos de cada colega da Câmara”, sugeriu.

Segundo Agostinho Moreira Filho, já existia o planejamento de abordagem de seis temas da área comercial, todos bastante profundos e que, tradicionalmente, estimulam a grande participação dos membros da Câmara. Porém, a urgência das questões em torno do momento atual foram o assunto singular.

O coordenador da CTC salientou também a importância da reunião com as companhias que compõem o saneamento urbano nacional. “Estamos passando por esta situação de pandemia, que afeta diretamente as empresas, incluindo as áreas comerciais, porque tudo isso gerou o aumento do desemprego e a redução da renda da população. O isolamento social necessário provocou o impacto direto de queda nas ações comerciais”. Ele confirmou que as propostas discutidas já estão em fase de estudo e adoção pelas companhias de saneamento, com as devidas adaptações regionais, para que as melhores práticas sejam colocadas em operação em prol da governança e, como efeito, da própria sociedade.

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