As ações das companhias estaduais diante da Covid-19 e o plano de retomada das atividades das companhias foram alguns dos temas da reunião

As ações empreendidas pelas associadas para combater a Covid-19 foram amplamente debatidas na última terça-feira, 26/5, durante a reunião da Aesbe, que contou com 21 membros das companhias estaduais de saneamento. “Nós temos nos ajudado mutuamente neste período e as reuniões estão sendo uma oportunidade para que cada companhia fale sobre como está atuando, em respeito à realidade de cada lugar”, disse Manuela Marinho, presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa).

Para encarar a pandemia do coronavírus, a presidente da Compesa disse que uma série de medidas estão sendo adotadas. Além disso, a empresa lançou campanhas informativas sobre a garantia do saneamento e a ampliação de seus serviços. “Montamos um comitê de acompanhamento e monitoramento para desenvolver ações operacionais, administrativas e socioambientais. Instalamos pias ao longo dos terminais integrados de ônibus e nas feiras públicas para a higienização das mãos. Aumentamos em quase 200% a distribuição de água por carro-pipa em lugares aonde a água não chega, além implantar caixas d’agua em regiões de risco”, ressaltou Manuela. Outra iniciativa da empresa foi a realização de webinars com psicólogos para cuidar da saúde psicológica e emocional dos colaboradores e da população. Em tempos de pandemia, manter a mente sã é primordial.

Outro ponto discutido foi o Projeto de Lei nº 4.162/2019, que atualiza o Marco Legal doo Saneamento Básico. Ficou definido pelos presidentes que agora não seria o momento de o projeto ser apreciado pelo senado, devido à crise que estamos enfrentando na saúde. “A percepção foi de que devemos trabalhar para convencer os parlamentares de que este momento não é o mais apropriado para dar continuidade à discussão. Ela é importante e necessária, mas precisa ser mais ampla e ocorrer um momento oportuno. Vamos esperar passar este momento para, depois, voltar a abordar o marco regulatório”, disse Carlos Aurélio Linhalis, presidente da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan).  

Além das iniciativas para lidar com a Covid-19, Carlos disse que a companhia está aproveitando para tratar também de projetos mais burocráticos. “Estamos com recursos captados junto aos bancos Mundial, Nordeste, Caixa Econômica e BNDES para a execução de obras no estado. Mas isso só será realizado no momento certo”, ressaltou.

Plano de retomada

O encontro frisou o plano de retomada gradual das atividades das companhias e as medidas que serão adotadas no pós-pandemia. A aferição da temperatura das pessoas que chegam às unidades, o acompanhamento psicológico e emocional, os contratos com as empresas terceirizadas, a volta gradual dos colaboradores e a retomada financeira foram alguns dos pontos avaliados. De acordo com a presidente da Compesa, a discussão acerca do reestabelecimento do funcionamento normal foi baseada em vários estudos e nas perspectivas de recuperação dos investimentos.

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