Metas ambiciosas do novo marco regulatório do saneamento começam a sair do papel

Portal Globo.com/Negócios

G.Lab Para Arcelormittal  

08/07/2021

Em busca de universalizar o serviço, as primeiras licitações receberam alta procura, de empresas privadas nacionais e estrangeiras, e mesmo estatais

Como levar água limpa para 99% da população e tratamento de esgoto para 90% em apenas 13 anos, quando se considera que hoje cerca de 35 milhões de pessoas não têm acesso à água tratada e 47% da população não possui coleta de esgoto? Esse é o desafio que o marco do saneamento apresentou ao país, em julho de 2020.

Se nos últimos cinco anos foram investidos R$ 60 bilhões em saneamento, a meta agora é aplicar R$ 700 bilhões em 13 anos, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde a deficiência da cobertura é maior. Como garantir o acesso com grandes obras de infraestrutura em todos os recantos do país? Esse foi o tema da live “As oportunidades e os desafios do novo marco do saneamento”, uma realização de Valor Econômico e ArcelorMittal.

“O novo marco regulatório do saneamento é um dos maiores projetos de inclusão social no país”, afirmou Gustavo Canaan, diretor de vendas corporativas e comércio internacional da ArcelorMittal Aços Longos. “O objetivo é promover dignidade e qualidade de vida, além de representar um enorme potencial econômico”.

A nova legislação disponibiliza ferramentas para acelerar esse processo. Viabiliza, por exemplo, a atenção a pequenos municípios, que tinham dificuldade para receber obras de grande porte. “O governo optou por delegar aos estados o poder de formar regiões, com municípios de diferentes tamanhos, o que garante segurança jurídica e viabilidade para os projetos”, comentou Daniela Sandoval, VP de assuntos corporativos da BRK Ambiental.

Édison Carlos, presidente executivo do Instituto Trata Brasil, explica que esse interesse do mercado se apoia na segurança jurídica proporcionada pela nova lei: “O marco legal veio trazer modernidade e competitividade para o setor. É uma lei muito mais rigorosa, que obriga as empresas a cumprir metas claras”.

Capilaridade e experiência

Antes mesmo do início da nova fase no setor, a ArcelorMittal já estava entre as entre as grandes empresas que participam do debate sobre a universalização do acesso.

Produtora de aço com o mais completo portfólio voltado para a construção civil e a maior rede de distribuição em aço no Brasil, a companhia tem capacidade instalada superior a 12,5 milhões de toneladas/ano, plantas industriais em seis estados e mais de 100 unidades comerciais que atendem todo território nacional.

Ainda em 2019, foi formado um grupo de trabalho com foco em saneamento básico, envolvendo diversas áreas, segmentos e empresas da ArcelorMittal. O grupo realizou estudos para identificar quais segmentos do saneamento básico têm maior potencial para utilização do aço e quais soluções atendem a cada etapa de construção necessária. Três segmentos foram destacados: esgoto doméstico, água tratada e drenagem pluvial.

Destes três, o esgoto doméstico é hoje o segmento do saneamento que tem mais deficiências e, portanto, o que apresenta mais oportunidades e potencial para fornecimento de soluções. As estações de tratamento de esgoto, por exemplo, são construções robustas, que demandam etapas construtivas complexas, em que podem ser utilizados produtos e serviços que garantam maior velocidade e qualidade final, como a Armadura Pronta Soldada (APS).

Processo ágil

Com soluções como a APS, a empresa contribui na direção da industrialização da construção civil, um conceito que permite que grande parte dos processos sejam substituídos por alternativas pré-fabricadas, em que a tarefa passe a ser montá-las e fazer o acabamento.

A ampla rede de distribuição, aliada ao contato com o tema e a busca por novas soluções, permite cobrir as demandas do mercado nacional com eficiência e agilidade. “Estamos falando em 500 mil quilômetros de novas tubulações, e as empresas têm que estar preparadas”, afirma Canaan. “Como líderes globais de aço, participamos de diferentes projetos de infraestrutura da história do Brasil. Estamos prontos para este desafio”.

 

 

AESBE - Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento

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