Medidas econômicas do governo agradam empresários

Folha de São Paulo
06/11/2019

Apesar de turbulências, Brasil tem plano de mudanças, diz Stefanini

Horizonte O primeiro olhar de grandes empresários sobre as medidas econômicas apresentadas pelo governo nesta terça (5) foi otimista. Mesmo antes de se aprofundar nos detalhes, Dan Ioschpe, presidente do conselho da fabricante de partes automotivas Iochpe-Maxion, avalia que o vetor está correto. “Sugere uma direção de sustentabilidade das contas públicas, do controle do gasto, para manter o ajuste. Primordial para qualquer coisa é uma macroeconomia equilibrada”, diz ele.

Rota O fundador da empresa de TI Stefanini, Marco Stefanini, diz que a visão liberal da equipe econômica está em linha com o pensamento do empresariado. “O Brasil, aos poucos, apesar da turbulência política, está fazendo um plano de mudanças interessante.”

 Paciência Para ele, apesar de mudanças no sistema democrático serem mais lentas, elas estão acontecendo. “Agora temos que ver o Congresso continuar nesse ritmo”, diz.

Passo a passo Para Stefanini, o pacote desta terça complementa o passo anterior, da reforma da Previdência, que era mais expressiva, mas, segundo ele, sozinha, não resolve. “Estão fazendo a coisa certa, um conjunto de ações, uma por vez. É como recuperar uma empresa. Não tem uma solução só”, diz ele.

Nunca antes Sebastião Bomfim, da Centauro, afirma que será um avanço que ele chama de extraordinário, se a maior parte do que foi proposto pelo governo tiver aprovação.

Na história deste país “Todos os pontos são fundamentais para a gestão de contas públicas. O principal é a descentralização de arrecadações. É a primeira vez que eu vejo um governo federal com desejo sincero de repartir receitas. Agora, joga também para estados e municípios uma responsabilidade”, diz ele.

A ver O dono da Centauro alerta para um aspecto da proposta que prevê que leis e decisões judiciais que elevem a despesa só tenham eficácia se previstas no Orçamento. “Em função da dificuldade de leis que temos, não pode invalidar decisões judiciais que sejam a favor do contribuinte. Mas acho que isso é questão a esclarecer”, afirma Bonfim.

Cinema 3D O presidente da CNI, Robson Andrade, diz que a ideia de desvincular, desobrigar e desindexar o orçamento público poderá flexibilizar a gestão. “Atualmente, de cada R$ 100 do orçamento, apenas R$ 7 não têm uma vinculação, o que torna praticamente impossível ampliar os investimentos que o Brasil precisa”, afirma Andrade.

Escuta Com o álbum AmarElo, lançado um dia antes da declaração do deputado Eduardo Bolsonaro sobre o AI-5, o rapper Emicida saltou 217 posições entre os mais ouvidos no mundo e ocupa 57º lugar na Deezer. A faixa, que ele batizou de Silêncio e diz ser um convite à reflexão, é muda.

Tarde demais A crise ambiental é grave para quase 70% dos empresários do setor de infraestrutura, diz pesquisa da Abdib (associação de infraestrutura de base) com a consultoria EY. Para 82,5%, a situação pode afetar negócios. Na opinião de quase 75%, a resposta do governo ao problema foi atrasada e insuficiente.

Chove, chuva A Rappi se prepara para o período de temporais em São Paulo. Vai colocar no aplicativo um botão para aluguel de guarda-chuva. O serviço será oferecido em parceria com a startup Rentbrella, que tem 350 estações para retirada e devolução na capital paulista.

 

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