Guedes recebe sugestões de deputados de oposição para combater coronavírus

Valor Econômico
17/03/2020

Por Lu Aiko Otta

A parlamentares do PSB, ministro reforçou que suspensão do teto de gastos não está no radar

Em um gesto de distensão em sua relação com o Congresso Nacional, o ministro da Economia, Paulo Guedes, recebeu hoje três deputados de um partido de oposição, o PSB, para ouvir sugestões de medidas de enfrentamento à pandemia do coronavírus e ao choque externo. Estiveram com o ministro e sua equipe o líder do partido, Alessandro Molon (RJ), e os deputados Tadeu Alencar (PE) e Elias Vaz (GO). A conversa durou duas horas.

“Estamos num momento diferente”, disse Alencar. “O governo não pode ficar só olhando a meta fiscal e nós não podemos só fazer disputa política.” Molon disse que o PSB faz “oposição

Os deputados apresentaram um documento com sugestões de medidas para combater a crise. Apenas um ponto mereceu uma reação imediata do ministro: a ideia de suspender temporariamente o teto de gastos. O ministro afirmou aos deputados que tal medida não está no radar do governo.

Guedes ficou de analisar as demais propostas. Parte delas coincide com medidas já adotadas pelo governo.

Segundo Molon, o ministro pareceu haver gostado da sugestão de serem criados mecanismos para proteger os trabalhadores informais e os intermitentes. Outra ideia que pareceu agradar foi a de estimular a indústria nacional produtora de itens utilizados no combate à doença, como máscaras e álcool em gel. Esse estímulo poderia ser, por exemplo, a garantia de compra dos produtos pelo governo, exemplificou o líder.

Outra proposta com sinal positivo foi o uso de recursos do BNDES para financiar micro e pequenas empresas afetadas pela crise. Na segunda-feira, o governo anunciou a destinação de R$ 5 bilhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para financiar, por meio do Proger, o capital de giro para essas empresas.

No campo macroeconômico, o PSB propõe flexibilizar a meta fiscal imediatamente. Essa hipótese é admitida pelo governo. Na segunda-feira, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida declarou que a meta pode ser alterada, em caso de necessidade. O PSB propôs também lançar mão de créditos extraordinários, ou seja, elevar gastos de imediato.

O partido sugeriu também o corte da taxa básica de juros, a redução “drástica” dos juros do cheque especial e o uso de recursos dos bancos oficiais para financiar setores intensivos de mão de obra, como a construção civil. E investimentos verdes em infraestrutura, em áreas como saneamento e mobilidade.

Na área de Saúde, o PSB defende que os R$ 15 bilhões que são alvo de disputa entre governo e Congresso no orçamento impositivo sejam integralmente direcionados à área.

 

 

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