Governo vai adotar privatizações de empresas públicas, diz Mourão

Por Mayara Martins – Valor Econômico

26/04/2019 – 23:19

TERESINA, PARA O VALOR – O Governo Federal deverá continuar adotando o sistema de privatização das empresas públicas. A estratégia foi anunciada pelo vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, durante abertura da Convenção Lojista do Piauí, que aconteceu nesta sexta-feira, em Teresina. Segundo ele, a ideia é privatizar empresas públicas “não tão necessárias”.

Mourão avaliou que os programas de concessões adotados pelo governo têm surtido resultados importantes, sobretudo no setor de infraestrutura. “O programa inclui estradas, terminais portuários, ferrovias, linhas de transmissão, saneamento, entre outros. No marco dos cem primeiros dias de governo, o Ministério de Infraestrutura logrou cumprir a meta de 23 concessões. Esse avanço vem contribuindo para atrair investimentos, equacionar as contas públicas e melhorar o ambiente de negócios no país”, pontuou.

O próximo passo, segundo ele, é fazer a reforma tributária, abrir a economia, melhorando o ambiente de negócios. “Vamos retirar o peso do Estado das costas de quem emprega e produz”, disse o vice-presidente, durante o evento que era voltado para lojistas e empresários do Piauí. Ainda como meta do governo federal está a consolidação fiscal, que, segundo ele, passa por um conjunto de fatores, inclusive o congelamento de salários do setor público. “A consolidação fiscal, por sua vez, será atingida com a combinação da reforma previdenciária, com o congelamento dos salários do setor público, a redução de subsídios fiscais, a desvinculação de despesas da União, além de receitas não recorrentes. Precisamos estabilizar a dívida pública em relação ao PIB no médio prazo”, elencou.

As críticas a governos anteriores não deixaram de ser feitas. Segundo o vice-presidente, as gestões federais anteriores optaram por um projeto que gerou crises que desestruturam o sistema produtivo nacional. A crise, de acordo com Mourão, foi não apenas econômica, mas também política. “Durante anos, os governantes brasileiros procuraram utilizar a máquina do Estado para resolver todos os problemas e, ao mesmo tempo, tomar de assalto as riquezas advindas do crescimento econômico e da valorização das ‘commodities’. Essa dinâmica perversa afundou o País em uma das mais graves crises políticas e econômicas de todos os tempos. Fomos todos prejudicados pela incompetência dos políticos, pela complacência de gestores públicos e pelo câncer da corrupção”, disparou.

A vitória do atual governo nas urnas, segundo Mourão, foi provocada por um misto de indignação e um anseio de resgatar o país da corrupção. A estratégia adotada foi a reforma administrativa com corte de mais de 20 mil cargos comissionados que, segundo ele, reduziu a margem para negociações não tão republicanas”. “Abandonamos antigas práticas do fisiologismo e do toma-lá-dá-cá para as nomeações no governo federal”, enfatizou.

Durante o evento, o governador do Piauí, Wellington Dias, que é do Partido dos Trabalhadores, adversário de Bolsonaro na última eleição, aproveitou para pedir que o vice-presidente levasse um recado ao presidente. “As eleições terminaram no ano passado. Ele é presidente do Brasil e de todos os brasileiros. Temos que arregaçar as mangas e trabalhar por todo o país. O Piauí tem homens e mulheres prontos para trabalhar pelo Brasil”, disse o petista, que ainda durante a manhã teve uma reunião com o vice-presidente e apresentou demandas do Piauí, como a retomada das obras da Ferrovia Transnordestina, Porto Seco de Teresina e o projeto dos Tabuleiros Litorâneos, um projeto de irrigação que o Governo do Piauí implantou no município de Parnaíba para a produção de frutas para exportação.

 

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