Emissões de debêntures incentivadas somam R$ 2,5 bi em julho e recuam 36% no ano

Valor Econômico
27/08/2020

Por Lu Aiko Otta

Remuneração média no acumulado está 5,8% acima da variação do IPCA, maior do que em 2019, mas inferior à de 2018

As emissões de debêntures incentivadas somaram R$ 2,5 bilhões no mês de julho, informou nesta quinta-feira o Ministério da Economia. Com isso, o valor acumulado no ano ficou em R$ 9,16 bilhões, 36% menor do que o observado em igual período de 2019.

“Esse volume, no entanto, já supera, na casa de 0,2%, as emissões de 2017, até então o terceiro ano de maior volume de emissão de debêntures”, informou a pasta em nota. “Isso mostra o início de um movimento gradual de recuperação do volume de emissões das debêntures.”

As emissões de julho foram concentradas em energia e saneamento.

No ano, o setor de energia responde por 48% das emissões, seguido por saneamento, com 28%, e transporte e logística, com 24%.

O prazo médio dos papéis emitidos está em 12,7 anos, no acumulado de 2020. A remuneração média ficou em 5,8% acima da variação do IPCA. É um ganho maior do que o visto em 2019 (IPCA mais 4,7%), mas inferior ao de 2018 (IPCA mais 6,6%).

No mercado secundário, o giro das debêntures incentivadas foi de 4,1% do estoque em julho. É maior do que o das debêntures não incentivadas, que ficou em 2,1% no período.

A demanda dos investidores por fundos de infraestrutura “decresceu fortemente”, aponta o Ministério da Economia. O número de cotistas ficou em 121.993, contra 179.228 em dezembro de 2019. Mas, na comparação com junho de 2020, houve ingresso líquido de 293 cotistas.

Investidores pessoas físicas, que têm isenção do IR, respondem por 30% do volume de debêntures incentivadas distribuídas desde 2012. São R$ 27,6 bilhões.

 

 

 

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