Destinação correta de resíduos garante economia e impacto social

Portal do Saneamento Básico
17/08/2020

A correta destinação de resíduos é um desafio para as empresas em todo o país.

Este mês , a Lei 12.305/2010 que define a Política Nacional de Resíduos Sólidos completa uma década. No entanto, apenas 59,5% dos resíduos sólidos no país recebem destinação sustentável, de acordo com um estudo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

Paralelo a isso, o Brasil é o país que mais produz resíduos sólidos em toda a América Latina – 40% do total –, só no ano passado foram 79 milhões de toneladas. Na Agreste Saneamento, o tema se transformou em uma iniciativa que além de resultar na destinação adequada de materiais sólidos, gera economia e ainda beneficia cooperativas.

Diariamente, a empresa produz uma diversidade de resíduos que vai desde embalagens, fardamentos, até lâmpadas. Quase 100% desses materiais descartados podem ganhar uma nova utilidade e ainda gerar economia e impacto social. Tanto é que, desde o início do ano, mais de 640 toneladas de materiais foram enviadas a cooperativas de reciclagem de Arapiraca, contribuindo para a geração de emprego e renda.

Reciclagem do Material

Diariamente, a empresa produz uma diversidade de resíduos que vai desde embalagens, fardamentos, até lâmpadas. Quase 100% desses materiais descartados podem ganhar uma nova utilidade e ainda gerar economia e impacto social. Tanto é que, desde o início do ano, mais de 640 toneladas de materiais foram enviadas a cooperativas de reciclagem de Arapiraca, contribuindo para a geração de emprego e renda.

Funciona da seguinte forma: A empresa faz a separação e as cooperativas coletam o material de forma regular. Maria do Socorro da Silva, coordenadora da Associação de Catadores de Resíduos Sólidos de Arapiraca (Ascara), destaca que a parceria entre a Agreste Saneamento tem sido a principal fonte de renda da cooperativa.

“Temos recebido muito suporte da Agreste, atualmente é de lá que recebemos a maior parte de materiais recicláveis, temos outras empresas que nos ajudam, mas a Agreste é a principal fonte de renda. Eles nos passam materiais que têm um bom preço, e isso tem dado muito futuro. Eles não medem esforços para nos ajudar. São 12 catadores e todos dependem disso, dessa fonte de renda”, pontua.

Logística Reversa

De acordo com o diretor operacional da Agreste Saneamento, Sérgio Bovo, a iniciativa integra o Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) da empresa.

“Seguimos o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos em conformidade com a Lei 12.305/2010. E os benefícios da gestão de resíduos, da geração até a destinação, são visíveis e palpáveis. Em uma escala macro temos o cuidado com o meio ambiente, visto que o descarte incorreto é responsável por sérios problemas da nossa sociedade atualmente. Dentro da Agreste Saneamento, temos um impacto positivo diretamente ligado à economia: conseguimos reduzir custos, cerca de R$ 10 mil, dinheiro que seria gasto com procedimentos da gestão de resíduos”, enfatiza.

A empresa realiza ainda um planejamento para a devolução dos fardamentos e calçados dos colaboradores, a chamada logística reversa, em que os itens são devolvidos às fábricas e lá são reciclados ou doados.

Resíduos Orgânicos

“A fábrica nos oferta um desconto na aquisição de novos fardamentos e os antigos são reciclados, ou nossa marca é retirada e eles são doados para a população vulnerável. Além disso, destinamos lâmpadas e baterias a pontos de coleta específicos, uma vez que estes são materiais com compostos bastante prejudiciais ao meio ambiente”.

Apenas os resíduos orgânicos são direcionados ao aterro sanitário. Até o lodo das estações de tratamento e as mantas de polipropileno ganham nova utilidade: o lodo vai para a produção de tijolos e as mantas para utilização na agricultura familiar.

“A sustentabilidade é a base de todo o trabalho que realizamos, já que é o DNA da companhia. Sabemos que a cadeia de valor da água não termina quando ela sai da torneira, ou quando o cliente a consome, e que cada parte do processo deixa uma ‘pegada‘. Minimizá-la também é parte essencial do que fazemos. Repensar esses ‘rastros’ no mundo é um compromisso que precisa ser de todos e essa é uma mudança que fazemos questão de inspirar“, finaliza.

Fonte: Cada Minuto.

 

AESBE - Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento

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