Consumo de aço cresce 4% em 2021, diz ArcelorMittal

Valor Econômico
11/11/2020

Por Ana Paula Machado

Estimativa, no entanto, é com certa cautela em razão da possibilidade de segunda onda da covid-19

O mercado brasileiro deve sustentar a recuperação no próximo ano. Jefferson De Paula, CEO da ArcelorMittal Aços Longos para a América Latina e Mineração Brasil, diz que, apesar da recuperação do Brasil e da América Latina, existem alguns pontos que não dependem de estímulos dos governos da região. De Paula acredita que é um ano de recuperação, mas essa estimativa é mais cautelosa.

“Tem que ter cautela para o ano que vem. Existem alguns pontos que não dependem dos países, como a segunda onda da covid e a vacina que deve ser aprovada. A construção civil está voltando e isso pode ajudar a retomada da demanda, principalmente no Brasil”, afirmou De Paula durante o Congresso Alacero 2020, patrocinado pela Associação Latino-Americano do Aço (Alacero).

Segundo ele, a empresa trabalha com dois cenários para o mercado brasileiro: um básico e um otimista. O executivo disse ao Valor que o “desenho” mais factível é de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em torno de 3% e dólar na casa dos R$ 5,30. Com isso, o consumo aparente de aço no país deverá apresentar uma alta de 4%, isso considerando vendas de produtos longos e planos.

“Nesse cenário, o governo conseguirá controlar as contas públicas. E uma possível segunda onda de covid-19 não deverá vir forte, o que obrigaria a medidas de isolamento. Com isso, a economia mantém a sua trajetória de alta em 2021”, disse o executivo.

O consumo de aços longos, afirmou, deverá sustentar esse aumento estimado nas vendas totais em 2021, sendo puxado pela construção civil e obras de infraestrutura que devem sair do papel. “Somente com o marco do saneamento a estimativa é de investimentos de R$ 800 bilhões até 2030. O governo mantendo os gastos sob controle e fazendo alguma reforma, o país cresce mais no próximo ano”, disse.

No cenário otimista, De Paula acredita numa aceleração do crescimento do PIB brasileiro ao patamar de 5% e o consumo de aço a um aumento de 8%. O dólar, segundo ele, ficaria entre R$ 4,80 e R$ 4,90. “Acreditamos que no segundo semestre de 2021 a vacina já estará aprovada e não haverá uma segunda onda de covid-19”, afirmou.

No cenário otimista, De Paula acredita numa aceleração do crescimento do PIB brasileiro ao patamar de 5% e o consumo de aço a um aumento de 8%. O dólar, segundo ele, ficaria entre R$ 4,80 e R$ 4,90. “Acreditamos que no segundo semestre de 2021 a vacina já estará aprovada e não haverá uma segunda onda de covid-19”, afirmou.

Ao governo cabe, segundo De Paula, a aprovação das reformas estruturantes, como a administrativa e tributária, e tirar do papel algumas privatizações. “ Isto depende muito da atuação do governo com o legislativo. Se essas coisas passam, o Brasil pode crescer 5% ao ano durante 10 anos”, ressaltou De Paula.

Se o cenário otimista prevalecer, o executivo disse que alguns projetos de aumento da capacidade devem sair do papel. “Temos uma unidade em João Monlevade (MG) que podemos colocar para produzir. Hoje, com a capacidade que temos já conseguimos atender a demanda que se vislumbra no Brasil em 2021 no cenário básico”, disse.

Segundo ele, a ArcelorMittal está trabalhando em 100% da sua capacidade para atender a demanda e recompor os seus estoques. “Em abril e maio nosso estoque caiu 40%. E agora estamos recuperando isso mês a mês para chegar em dezembro e janeiro com um nível confortável de estoque. Consideramos um estoque ideal de cerca de 30 a 35 dias.”

 

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