A Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe) participou, como uma das apoiadoras institucionais, do II Raio-X das PPPs de Saneamento – Road Show e Diálogos dos Operadores e Investidores, realizado nesta terça-feira (25), na Arena B3. O evento, organizado pela Hiria NürnbergMesse, apresentando pelo Instituto de Gestão e Assessoramento em Saneamento, Saúde e Infraestrutura (IGAS) e com correalização do B3 reuniu operadores estaduais, investidores, financiadores, reguladores e estruturadores para debater o cenário de investimentos, desafios regulatórios e a nova geração de projetos de PPPs no setor.
Segundo especialistas do mercado de infraestrutura, os leilões de água e esgoto previstos para 2026 têm potencial para gerar cerca de R$ 80 bilhões em novos investimentos, em 10 estados brasileiros. O encontro também abordou os aprendizados da primeira geração de contratos firmados após o Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026/2020), além dos desafios relacionados à segurança jurídica, à regulamentação da reforma tributária (PLP 68/2024) e aos impactos da Lei 14.898/2024, que institui a Tarifa Social de Água e Esgoto.
A programação teve início com a abertura conduzida por Munir Abud, presidente da Aesbe e da Companhia Espírito-santense de Saneamento (Cesan); Vinnicius Vieira ,sócio da Hiria NMB e Guilherme Peixoto, superintendente de Relacionamento e Governança em Licitações.
Durante sua fala, Munir Abud destacou a importância estratégica do encontro para o setor. “A Aesbe, mais uma vez, marca presença no importante evento do setor. É o segundo Raio-X das PPPs de Saneamento realizado aqui na Arena B3, pela Hiria. É um evento de fundamental relevância, porque é neste momento que as nossas associadas têm a oportunidade de apresentar seus projetos futuros, atrair investidores, atrair parceiros e conhecer o que seus vizinhos estão fazendo de melhor”, afirmou.
O presidente ressaltou ainda que o fórum também é espaço para reflexão sobre os desafios enfrentados. “É claro que também é o momento de debatermos os erros e acertos do passado, algo essencial para traçarmos um futuro cada vez mais promissor. É aqui que as associadas se unem para apresentar seu propósito de universalização para o Brasil. Portanto, que venham mais PPPs, que venham mais eventos envolvendo PPPs e que o Raio-X do Saneamento seja uma prática reiterada aqui na B3”, concluiu.
No painel “Cenários para Investimentos, Estruturação dos Projetos e Potenciais Riscos para os Leilões de Saneamento de 2026”, foram debatidas oportunidades, riscos regulatórios e perspectivas de financiamento para os próximos certames. O presidente da Aesbe e da Cesan, Munir Abud, participou do painel e compartilhou a visão de quem está na linha de frente da operação e da estruturação de projetos.
O painel contou ainda com Luciene Machado, superintendente da Área de Soluções para Cidades do BNDES; Wladimir Ribeiro, sócio do escritório Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques; Renê Gontijo, coordenador de Regulação Tarifária da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA); e Gustavo Zarif Frayha, diretor de Regulação Técnica e Fiscalização da ARSESP.
A mediação foi conduzida por Guilherme Peixoto, superintendente de Relacionamento e Governança em Licitações da B3.
Na sequência, o Road Show – Empresas Estaduais em Processo de Modelagem contou com a participação de Ricardo Soavinski, vice-presidente regional Centro-Oeste da Aesbe e presidente da Companhia Saneamento de Goiás (Saneago) e Neuri Freitas, vice-presidente regional Nordeste I da Aesbe e presidente da Companhia de Água e Esgoto do Estado do Ceará (Cagece). O painel contou também com Leonardo Leite Brasil Montenegro, gerente da Unidade Gestora de Projetos com Gestão Partilhada da Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (Cagepa), e Antonio da Costa Miranda Neto, coordenador de Projetos da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). Na ocasião, foram apresentados os pipelines de projetos estruturados para leilão em 2026, reforçando o protagonismo das companhias na modelagem de novos arranjos.
Em seguida, opainel “Performance e Aprendizados da Primeira Geração de Contratos de PPPs de Saneamento no Brasil” reuniu importantes lideranças do setor para discutir resultados, desafios e lições estratégicas das parcerias público-privadas no país.
O debate contou com a participação de Douglas Balduíno Guedes da Nóbrega, presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa); Wilson Bley, vice-presidente regional Sul da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento e presidente da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar); Aguinaldo Ballon, vice-presidente regional Sudeste da Aesbe e presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae); Luciano Góes Paul, integrante do Conselho Fiscal da Aesbe e presidente da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso); Luiz Cavalcante Peixoto Neto, presidente do Conselho Fiscal da Aesbe e presidente da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal); e João Paulo Tavares Papa, head de Relações Governamentais da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
A mediação foi conduzida por Carlos Lebelein, sócio da LMDM Consultoria. O encontro proporcionou uma análise qualificada sobre governança, equilíbrio econômico-financeiro, desempenho operacional e os caminhos para o aprimoramento das PPPs no saneamento brasileiro.
Por fim, o painel “Estruturação de Negócios Inovadores no Saneamento” encerrou a programação do Raio-X das PPPs do saneamento reforçando o diálogo entre operadores e mercado para ampliar investimentos com segurança jurídica e sustentabilidade econômica.
Participaram do debate Munir Abud, presidente da Aesbe e da Cesan, e Neuri Freitas, vice-presidente regional Nordeste da Aesbe e presidente da Cagece, com mediação de Angélica Petian, sócia-diretora da Vernalha Pereira.


