A gestão de pessoas e a relevância da tecnologia são discutidas em reunião virtual da Câmara Técnica de Gestão Empresarial

 

Seguindo a nova rotina de trabalho adotadas pela Aesbe nestas últimas semanas, aconteceu, nesta quarta-feira (27), mais uma reunião por videoconferência. Desta vez, a Câmara Técnica de Gestão Empresarial (CTGE) abriu espaço para a discussão de experiências e soluções para este momento de pandemia. O encontro reuniu cerca de 15 gestores técnicos das companhias de saneamento de vários estados.

A CTGE abriga diversos temas, principalmente aqueles que não têm a atenção permanente das câmaras que são dedicadas exclusivamente às suas áreas de atuação. A gestão de pessoas e a importância da tecnologia da informação no cenário atual da Covid-19 foram os temas centrais da reunião.  “Antes da pandemia, os dois assuntos entravam muito nas discussões sobre a gestão de mudança nas empresas. Mas, agora, eles se constituem em fatores de grande protagonismo, inclusive como resposta à crise, sob o ponto de vista dos processos de trabalho. A pandemia só acelerou a transformação e a inclusão digital da empresa”, destacou o coordenador da CTGE e gerente da Unidade de Planejamento da Empresa Baiana de Água e Saneamento (Embasa), Dásio Câmara Neto.

Um dos pontos discutidos durante a reunião virtual foi o compartilhamento de uma surpresa positiva, manifestada pelos representantes das companhias presentes, sobre como os setores de Tecnologia da Informação (TI) das empresas, em geral, conseguiram resolver demandas relativas ao home office e outros trabalhos a distância. “Eram processos que se mostravam inicialmente difíceis de se implementar, mas que diante das urgências, aconteceram de forma rápida para todo mundo”, salientou Dásio.   

Além dos aspectos positivos do compartilhamento de experiências para um nivelamento de boas práticas na gestão empresarial, o coordenador ressaltou também o sucesso das reuniões no modelo virtual e a implantação do formato para encontros mensais e objetivos, tendo em vista a ótima participação dos membros nas discussões sobre os avanços.

“Só tenho elogios a esse formato de reunião, visto que até os tempos atuais, existia uma dificuldade natural de se estabelecer um diálogo mais próximo com outras empresas. A reunião resultou na construção de uma agenda com mais encontros não presenciais, como este, que certamente deverão perdurar após a pandemia”, frisou o assessor de Planejamento e Gestão Empresarial da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) e secretário da CTGE, Rodrigo Oliveira. Da mesma forma, ele acredita que todas as medidas, estratégias e ações que foram adotadas para permitir a continuidade dos serviços essenciais à população serão preservadas após a superação da crise de saúde.

Para a gerente da Unidade de Serviços de Informações e Estudos Econômicos da Cia. de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Elisangela Martins, o encontro não presencial certamente estabeleceu uma nova forma de trabalhar. Para ela, a gestão de pessoas e da Tecnologia da Informação foram duas importantes questões impostas pela pandemia, as quais têm requerido uma revisão de processos por parte das empresas. “Isso envolveu a reavaliação do trabalho, com a tentativa de deixar o menor número possível de empregados ativos em back office (nos escritórios da empresa). Em Minas, por exemplo, estamos falando de concessões espalhadas ao longo de cerca de 640 municípios, que agregam quase 12 mil empregados”, destacou.     

Balanço pós pandemia

Rodrigo Oliveira ressalta o êxito de todas as medidas que têm sido tomadas pelas companhias de saneamento durante a crise do coronavírus e não descarta a adoção dos novos hábitos no pós-pandemia. Além da possibilidade de voltar a experimentar o trabalho remoto, Rodrigo comenta que outro legado da crise é a aceleração da implantação de uma cultura digital na empresa e leva em consideração a importância da área de Tecnologia da Informação nesse processo. “Todos reconhecem seu valor, mas ele de fato nunca foi percebido da forma como está sendo hoje. Profissionais e sistemas se mostraram fundamentais para a prestação do serviço em um momento ímpar como esse. E essa aceleração de resposta mostra como a transformação digital é cada vez mais relevante. Na nossa empresa, por exemplo, inovamos medidas importantes e urgentes, como a ampliação de acessos remotos (VPN) aos empregados, o atendimento à sociedade por conta corporativa no WhatsApp e a divulgação ainda maior da nossa Agência Virtual, além de outras medidas que já estavam em curso, como a certificação digital e a adoção da digitalização em vários processos de trabalho”, avalia.

Ao término da reunião da CTGE, novas pautas foram definidas para os próximos encontros, como a retomada dos estudos que envolvem a tramitação do PL nº 4.162/2019 e alinhamentos das questões de pessoal com sindicatos, entre outros. “Apesar do quadro de Covid-19 em todo o país, pautas como as consequências mais impactantes para as empresas com a aprovação do novo Marco Legal evidentemente não caíram. As companhias estaduais de saneamento urbano do país estão precisando continuar a discutir o tema junto com o cenário do coronavírus”, finalizou Dásio Câmara Neto.

 

AESBE - Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento

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