Por Michelle Dioum, com supervisão de Rhayana Araújo
Integrantes da Câmara Técnica de Desenvolvimento Operacional (CTDO) se reúnem na sede da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe), em Brasília (DF), nesta quarta e quinta-feira (28 e 29 de junho). O encontro ocorre de forma presencial. Neste primeiro dia, a reunião contou com a participação de 30 pessoas de 15 companhias estaduais de saneamento. O primeiro dia de programação promove diversas apresentações sobre tecnologia, otimização de operações no setor, e debates sobre outros assuntos de interesse da CTDO.
A abertura do encontro foi realizada pelo secretário Executivo da Aesbe, Sergio Antonio Goncalves, que destacou a importância do trabalho realizado pela CTDO e por todas as Câmaras Técnicas da entidade. “São perceptíveis as dinâmicas intrínsecas ao funcionamento das Câmaras Técnicas. A Aesbe está aqui para apoiar e organizar, mas a coordenação e a secretaria são o cerne dessa estrutura, selecionadas com esse propósito. Parabéns ao trabalho desenvolvido pela CTDO, que tem nos rendido muitos frutos. Todas as posições da Aesbe em relação aos órgãos e seus pares são baseadas nos fundamentos técnicos das Câmaras”, afirmou.
O coordenador da CTDO, Alexandre Gomes, pontuou o compartilhamento de experiências e informações como indispensável e significativo neste primeiro dia de reunião da Câmara. “Estamos reunindo a Câmara Técnica de Desenvolvimento Operacional, em nossa primeira reunião de 2023, com a presença de empresas de tecnologia e casos de sucesso. Há uma grande troca de informações, impulsionando o crescimento e o aprimoramento do planejamento e a eficiência operacional, o que resulta na redução de perdas e custos com energia elétrica, fazendo com que todas as companhias cresçam. A produtividade está sendo significativa e o nosso próximo passo é elaborar um plano para acelerar o processo de transferência de conhecimento, trabalhando no treinamento das equipes e no compartilhamento de tecnologias consolidadas no mercado, que podem ser aplicadas em larga escala visando uma evolução mais rápida no setor”, salientou.
Glauco Cayres de Souza, secretário da CTDO, ressaltou o desenvolvimento de habilidades dentro das companhias na eficiência energética, área de grande atuação da Câmara. “Hoje retomamos os trabalhos da Câmara Técnica, seguindo a nossa tradição de trazer boas práticas para compartilharmos entre as empresas. Tivemos apresentações de algumas empresas associadas, bem como de prestadores de serviços que trouxeram inovações na gestão de perdas e eficiência energética. Essa é uma das áreas em que temos atuado, no desenvolvimento das habilidades das empresas associadas, e acredito que seja um ponto forte da CTDO. Continuaremos com apresentações de fornecedores e prestadores de serviços. A ideia é ampliar nossos temas de discussão, além de focar em eficiência energética, para que possamos compartilhar conhecimento e promover um intercâmbio de ideias”, disse.
O secretário Executivo evidenciou, também, que o trabalho técnico realizado pelos integrantes das diversas Câmaras Técnicas da entidade é fundamental para os posicionamentos consistentes da Aesbe. “Sabemos que alcançar um consenso ou posição não é tarefa simples, considerando as diferentes perspectivas de cada associado. Cada um está em um nível de desenvolvimento ou enfrenta desafios distintos, mas, nas Câmaras Técnicas, encontramos uma posição segura e consistentemente forte. É um equilíbrio notável e coeso, o que permite que a Aesbe se posicione e seja respeitada em todas as áreas e locais onde está presente”, salientou.
Em relação as mudanças no setor e aos passos institucionais, Sergio discorreu sobre a necessidade da colaboração da Aesbe na construção de políticas públicas no saneamento nacional. “Há um movimento político institucional natural decorrente das mudanças no setor, e estar presente nas negociações é fundamental. É necessário estabelecer uma política pública sólida. A Aesbe busca contribuir por meio de estudos e das Câmaras. Solicitamos uma reunião com o Ministério das Cidades para abordar pontos cruciais e colaborar com a política pública de saneamento”, enfatizou.
A Aesbe está engajada em um movimento político institucional que acompanha as mudanças no setor. Estar presente nas negociações é essencial para estabelecer uma política pública segura. Através de estudos e colaboração nas Câmaras, a Aesbe busca contribuir para a melhoria dos manuais e das qualificações. Com resiliência, entendimento e maturidade, estamos determinados a impulsionar o avanço do setor, mantendo nossa missão de levar saneamento, saúde, qualidade de vida, dignidade e cidadania às pessoas. Defendemos empresas cada vez mais eficientes e bem-organizadas.
A Aesbe reforça a sua defesa por empresas cada vez mais capacitadas e bem estruturadas, visando proporcionar benefícios cada vez mais significativos à sociedade. Sobre a contribuição essencial da entidade na construção de possiblidades dentro do setor, por meio de estudos e da colaboração das Câmaras, Sergio ressaltou a busca pelo aprimoramento dos manuais e das qualificações e a importância do propósito dos trabalhos realizados pela entidade.
“A Aesbe tem muito a oferecer e contribuir no aprimoramento de manuais e qualificações. Nós, que estamos na linha de frente e acumulamos ampla experiência, precisamos demonstrar resiliência, compreensão e maturidade para impulsionar o progresso do setor. Sempre mantendo em mente nossa missão, o que nos motiva e no que acreditamos, o propósito pelo qual fomos criados: levar saneamento, saúde, qualidade de vida, dignidade e cidadania às pessoas. É uma reafirmação desse processo, com a convicção de que defendemos empresas cada vez melhores e mais organizadas”, concluiu o secretário executivo.
No primeiro dia da reunião, foram realizadas diversas apresentações de tecnologias e projetos inovadores. Peter Cheung conduziu a apresentação “SCUBIC: Tecnologias para otimização da operação”. Fuad Moura, da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), compartilhou informações sobre a aplicação de “Tecnologia via satélite para encontrar vazamentos”. Maurício Carlos, representando a Companhia Saneamento de Goiás (Saneago), abordou o tema “Gis”. Helthon Teixeira, da Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), apresentou os resultados do “Contrato de redução de perdas remunerado por desempenho no município de Dourados/MS: Planejamento e Resultados”. Francine Doelinger, da Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan), trouxe o “Balanço Hídrico Cesan”. José Henrique, da GROUP LINK, apresentou a aplicação da “Tecnologia celular para leitura de hidrômetros”. Além disso, foi formado um grupo para discutir o Decreto 430.


