A pandemia do coronavírus tem exigido uma série de inovações e ações preventivas para o combate à disseminação da doença. Novos hábitos e comportamentos surgiram para mitigar o impacto da Covid-19. A recomendação é aumentar os cuidados com a higienização pessoal, fazer o uso de máscaras e manter o distanciamento social.

As companhias estaduais de saneamento também estão se adaptando ao novo cenário e tomando medidas estratégicas para ajudar a população neste momento de crise. Para que essas ações sejam universalizadas, a Aesbe e suas associadas estão promovendo uma série de encontros on-line para compartilhar experiências e boas práticas em meio à crise, permitindo que casos de sucesso sejam replicados por outras empresas. Esses debates ocorrem por meio de videoconferências, a exemplo do webinar promovido pelo Abes Conecta, que debateu o tema “A gestão das empresas de saneamento e o coronavírus”. O evento virtual reuniu, no dia 25 de maio, mais de 400 pessoas e contou com a presença de Manuela Marinho, presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Ricardo Soavinsk, presidente da Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago), e Renato Espírito Santo, presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae).

Para Manuela Marinho, a mudança inesperada na rotina da população fez com que as empresas também buscassem alternativas para que seus colaboradores pudessem se adequar à nova realidade mantendo-se protegidos. “A dinâmica e o volume de informações que recebemos diariamente têm contribuído para que tomemos decisões rápidas que garantam o acesso ao saneamento básico para toda a população”, disse.  

Para ela, o mais importante é reforçar a urgência da universalização do saneamento. Afinal, a garantia do fornecimento de água potável para todos se tornou uma aliada no combate à pandemia. Atualmente, ficou ainda mais evidente a estreita relação entre saneamento e saúde.  Outro aprendizado que se tira deste momento, segundo Manuela, é a necessidade da digitalização de serviços. “Em pouco tempo, progredimos alguns anos em termos da implementação de tecnologias, o que é um ponto positivo e promissor para o futuro do trabalho”, ressalta.

Em mais uma rodada de webinars sobre o mesmo tema, realizada no dia 15 de junho, participaram os presidentes da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), Roberta Maas dos Anjos, da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), Rogério Costa Cedraz, e da Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan), Carlos Aurélio Linhares.

Carlos Aurélio Linhares, presidente da Cesan, lembrou que a água passou a ser mais vital do que já era, salientando o aumento no consumo de água nas residências. Carlos ressalta que a companhia intensificou a sua operação para manter o abastecimento de água. “Realizamos ações de proteção dos nossos profissionais, mantendo a prestação dos serviços para que não falte água nas casas das famílias e que o fluxo de caixa da companhia seja preservado. Outra medida que tomamos, a qual beneficiou 25 mil famílias (cerca de 100 mil pessoas), foi a isenção da tarifa social, por 90 dias, para que não houvesse o risco de corte de água”, reforça o presidente da Cesan.

Para Rogério Cedraz, da Embasa, as companhias de saneamento estão em modus operandi similares. “A associada, junto com governo local, promoveu a suspensão da cobrança das contas das famílias mais vulneráveis até o mês de julho. A ação beneficia cerca de 800 mil pessoas no estado. Montamos um plano de acompanhamento e contingência que, além de garantir a prestação de serviço, ampliará a oferta do recurso”, disse.

Roberta Maas, presidente da Casan, informou que uma iniciativa da companhia foi facilitar o pagamento das contas para todas as famílias, oferecendo a possibilidade de parcelar o valor das contas. “Todos os usuários que tiveram dificuldades de realizar o pagamento, puderam parcelar a sua tarifa, jogando as parcelas para os 12 meses subsequentes. Já as famílias vulneráveis, tiveram a isenção nos meses de março e abril”. Roberta também relatou que, em paralelo ao coronavírus, a companhia precisou lidar com o problema de estiagem na região. “A estiagem afetou bastante o acesso a água, mas em nenhum momento a empresa deixou de operar, garantindo a água para todas os usuários”, finalizou.

Setor em destaque

O estado de pandemia mostra que o saneamento precisa de um olhar mais aprofundado.  Para o presidente da Cesan, é hora de unir forças de todo o setor e colocar o Marco Regulatório do Saneamento em uma pauta única. “Chegou o momento de unir forças para incluir o setor do saneamento entre os segmentos que vão receber ações específicas para o incremento da retomada econômica no país”, finaliza.

 

AESBE - Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento

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