RE Saneamento – Desigualdade no saneamento básico pode se agravar

Senhor Presidente, Segue para conhecimento e análise o “Relatório Executivo do Saneamento” desta semana (24/04/2018), produzido pela GO ASSOCIADOS, como parte integrante do contrato existente. O Relatório será enviado semanalmente.

 

 

Prezado (a) presidente,

No último dia 18/04/2018 foi publicado o Ranking do Saneamento, organizado anualmente pelo Instituto Trata Brasil, com apoio da GO Associados, com o objetivo de avaliar a prestação dos serviços de água e esgoto nos 100 maiores municípios brasileiros. O estudo aponta que as desigualdades no saneamento tendem a se agravar, uma vez que o grupo dos municípios melhores colocados é também aquele que realiza maiores investimentos no setor. Os 20 melhores colocados investem, em média, três vezes o que aqueles que se encontram entre os 20 piores.
 
Um dos pontos principais avaliados no Ranking do Saneamento é o atendimento dos serviços de esgotamento sanitário, incluindo o nível de cobertura da coleta e tratamento de esgoto, bem como o investimento e a evolução de um ano para o outro nestes índices. Seis municípios apresentaram coleta de 100% do esgoto gerado: Cascavel (PR), Franca (SP), Limeira (SP), Piracicaba (SP), São José do Rio Preto (SP) e Uberlândia (MG); e 12 municípios têm um índice de coleta superior a 98%, podendo ser considerados universalizados na coleta de esgoto. A média de coleta de esgoto dos 100 maiores municípios é de 73,16%, um avanço de um ponto percentual em relação aos dados de 2015, publicados em 2017.
 
O Ranking do Saneamento apontou que as 100 maiores cidades do país tiveram um atendimento médio com os serviços de distribuição de água de 94,37% no ano de 2016. Esse valor é ligeiramente superior à média nacional para o ano, de 93,00%, mas inferior à cobertura média do ano de 2015 para estas cidades, que foi de 94,56%, o que indica uma estagnação na cobertura dos serviços.
 
As perdas de água apresentam um grande desafio para a sustentabilidade da prestação dos serviços de saneamento, uma vez que comprometem a saúde financeira das companhias, aumentam os custos e reduzem a segurança hídrica das cidades. Dentre os 100 maiores municípios brasileiros, apenas 10 possuem um nível de perdas de faturamento inferior a 15%, patamar considerado eficiente para o setor. 68 municípios apresentam mais de 30% de perdas no faturamento.
 
No Distrito Federal, a agência reguladora Adasa realizou audiência pública no último dia 23/04/2018 para colher contribuições no âmbito da revisão tarifária anual da Caesb. A agência deve publicar na próxima 2ª feira, 30/04/2018, o processo de revisão tarifária, publicando o índice de recomposição que será aplicado a partir de junho deste ano.
 
Um abraço,

Gesner

Anexos

 

AESBE - Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento

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