Plano de ES e MG prevê investimento de R$ 57 bi

Valor Econômico
18/02/2020

Por Marcos de Moura e Souza

Previsão é que recursos venham da União, dos dois Estados e, especialmente, da iniciativa privada

Os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), apresentaram ontem um conjunto de projetos que, segundo eles, pode atrair mais de R$ 50 bilhões em investimentos nos próximos anos. Na lista, estão rodovias, ferrovias, obras de saneamento e um novo gasoduto.

A previsão é que os recursos venham da União, dos dois Estados e, especialmente, da iniciativa privada. Só a renovação da concessão da linha férrea Vitória-Minas – nas mãos da Vale – renderá, de acordo com o plano, investimentos de R$ 8,8 bilhões.

Mais R$ 3,1 bilhões em investimentos são mencionados no estudo como parte da renovação da concessão de um trecho da Ferrovia Centro Atlântica (FCA) que passa por Minas. A FCA é operada pela VLI, cuja principal acionista é a Vale.

O contrato de concessão da primeira vence em 2027, e o da segunda, em 2026. Mas um projeto de lei antecipou a possibilidade de renovação mediante o pagamento de outorga pelas empresas. O tema está sob análise do Tribunal de Contas da União. Os Estados contam que parte dos recursos dessas outorgas seja usada como investimentos.

O chamado plano estratégico de desenvolvimento de Minas e Espírito Santo inclui também uma proposta de autorização para construção de um novo duto entre a Bacia de Campos e o capixaba Porto Central; e também fala em autorização para construção de um novo gasoduto entre o porto e Belo Horizonte. As duas iniciativas poderiam representar investimentos de R$ 8,9 bilhões.

No caso de duas rodovias federais, a 381 e a 262, Minas e Espírito Santo cobram da União obras e concessão à iniciativa privada.

A intenção dos dois governadores é mobilizar suas bancadas no Congresso em favor de decisões de Brasília que ajudem a destravar algumas das ações.

“Alguns projetos dependem de investimentos, mas outros dependem simplesmente de vontade política, de mudança na regulamentação”, disse Zema.

Quanto ao interesse de investidores privados, afirmou: “Existe hoje no mundo excesso de liquidez, com taxas de juros negativas, e muitos investidores internacionais procuram oportunidades de investimentos”.

Ao todo, o plano, que deve ser apresentado ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. estima investimentos nos dois Estados de R$ 56,5 bilhões, mais de 50 mil postos de trabalho e R$ 7,7 bilhões em impostos.

 

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