Para Salles, Conselho não esvazia pasta do Meio Ambiente

Valor Econômico 

Por Rafael Bitencourt

Ministro vê reforço na pauta amazônica do governo

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, garantiu ontem que a transferência da coordenação do Conselho Nacional da Amazônia para a Vice-Presidência da República não vai retirar atribuições da pasta na condução da política ambiental para a região amazônica. Salles rejeitou a ideia de que haverá esvaziamento da pasta.

 “Pelo contrário, é valorizar ainda mais a pauta da Amazônia com o nosso vice-presidente [Hamilton Mourão], que foi comandante do Exército na Amazônia, tem experiência, conhece o assunto e poderá articular muito bem todos os diversos temas que já estavam espalhados em diversos ministérios”, afirmou a jornalistas no Seminário de Abertura do Legislativo de 2020.

Salles destacou que o Ministério do Meio Ambiente já compartilhava atribuições com outros órgãos. Ele citou que a regularização fundiária sempre esteve com o Ministério da Agricultura, a Funai e a Força Nacional Ambiental com o Ministério da Justiça e o monitoramento do desmatamento com o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC).

“Então, há uma série de iniciativas de diferentes ministérios e que serão muito bem coordenadas pelo vice-presidente Mourão, na qualidade de presidente do Conselho da Amazônia”, argumentou.

Salles considera que, mesmo com a exclusão dos governadores dos Estados da Amazônia Legal do conselho, a participação dos entes estaduais será garantia. Ele disse que isso pode ser percebido no discurso do vice-presidente. “Ele deixou muito claro que a participação dos governos será total”, afirmou.

Em discurso durante o Seminário de Abertura do Legislativo de 2020, Salles disse, ainda, que o recente registro de enchentes nos grandes centros urbanos, em especial no Estado de São Paulo, representa a “cara do problema” que o país vive de abandono da política ambiental urbana.

Segundo Salles, o governo tem um plano de aumento de áreas verdes em perímetro urbano que ajudará a reduzir os efeitos das chuvas intensas e prolongadas nas grandes cidades. A iniciativa, de acordo com ele, envolve a construção de praças em áreas urbanas e definição de locais com vegetação para garantir a permeabilidade do solo e melhorar as condições de calor nesses ambientes.

Para o ministro, o déficit de serviços de esgotamento sanitário e distribuição de água tratada é um dos sinais claros da subdesenvolvimento do país. Ele ressaltou que 80% da população brasileira vive em cidade sem saneamento. Salles defendeu a aprovação do novo marco do saneamento, como forma de viabilizar investimentos privados no setor.

 

 

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