Imunização lenta está no cálculo para PIB

Valor Econômico
23/04/2021

Por Hugo Passarelli

Previsão de vacinar grupos prioritários até maio não era considerada provável por economistas

A alteração do calendário de vacinação contra a covid-19 pelo Ministério da Saúde já estava no cenário previsto para a atividade econômica ao longo deste ano, afirma Lucas Maynard, economista do Santander. Na previsão do banco, os grupos prioritários devem receber o imunizante até meados de agosto – anteontem, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, alterou a data de maio para fim de setembro.

“Mantendo esse cenário de vacinação, não devemos alterar as estimativas para o Produto Interno Bruto [PIB] na medida em que existe a ligação entre vacinação, mobilidade e atividade”, afirma o economista. O Santander prevê que o PIB deve crescer 3% em 2021, abaixo do herança estatística deixada por 2020, de 3,6%.

A esperada normalização da economia virá após um primeiro semestre de atividade ainda fraca, sobretudo no mês de março.

Segundo Maynard, o PIB deve ter alta de 0,2% no primeiro trimestre ante os três meses anteriores, mas pode cair 0,6% no segundo trimestre no mesmo tipo de comparação. “Com exceção dos dados positivos observados em janeiro e fevereiro, esperamos contração da atividade em março. Mas o forte carrego de fevereiro torna implausível falar em retração do PIB no primeiro trimestre”, diz o economista.

Por outro lado, o cenário deve se inverter no segundo trimestre. “Ainda que abril mostre alguma alta marginal da atividade por causa da base fraca de comparação, março deixará um carrego fortemente negativo para o segundo trimestre”, explica.

 

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