BNDES quer alocar R$ 600 mi do Fundo Clima para tratar resíduos sólidos, diz Montezano

Valor Econômico
26/08/2020

Por Rafael Rosas

Presidente do banco de fomento detalhou avanços em concessões de saneamento

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, afirmou hoje que a instituição espera fazer em breve um chamada pública para alocação de R$ 600 milhões do Fundo Clima, vindos do Ministério do Meio Ambiente. Montezano participou de evento on-line promovido pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib).

Segundo Montezano, o foco primordial do chamamento para apresentação de projetos será o tratamento de resíduos sólidos. “Em breve vamos colocar na rua um chamamento público para alocar esses recursos do Fundo Clima, que são uma taxa subsidiada super atrativa, de longo prazo e com foco em resíduo sólido”, disse Montezano.

O presidente do banco de fomento falou ainda sobre as expectativas para os projetos no setor de saneamento. Montezano explicou que a maturação desses projetos depois que o BNDES recebe o mandato e pode efetivamente se debruçar sobre os casos fica entre 12 e 24 meses, quando então a licitação está pronta para avançar.

O executivo reiterou que o projeto mais avançado é a privatização da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), marcado para 30 de setembro. “Observamos ótima demanda. Tivemos mais de 15 interessados visitando as instalações da empresa”, disse.

Segundo ele, o ambiente político para o andamento de privatizações de empresas de saneamento “melhorou muito” depois da aprovação do marco regulatório do setor. “Estamos obtendo mandatos com Minas Gerais, Bahia, Rondônia, conversas PUBLICIDADE Ads by Teads avançadas com Paraíba, conversas retomando com o Pará. Melhorou muito o ambiente político desde o marco regulatório”, assegurou.

Questionado sobre a venda da Cedae, Montezano voltou a afirmar que o banco trabalha com a possibilidade de que o leilão seja feito este ano ou, no mais tardar, no primeiro trimestre do ano que vem.

“A gente vê também apetite grande de operadoras no modelo de concessões que propusemos. Do nosso lado, o projeto está indo tecnicamente muito bem”, frisou.

 

 

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