Ações da Sabesp focam os mais vulneráveis durante pandemia

Estadão
04/05/2020

Isenção de conta e distribuição de caixas d’água e de lavatórios a favor da saúde pública

Como sem água não há forma de se proteger contra o coronavírus, que já matou mais de 7 mil brasileiros durante a pandemia, a Sabesp decidiu, desde o início da crise de saúde pública, investir em ações para ajudar as parcelas mais vulneráveis da população a se proteger da doença, que vem atingindo todas as faixas de idade.

“O nome do jogo é solidariedade. Todas as nossas ações são importantes em termos de saúde pública”, afirma Benedito Braga, diretor-presidente da companhia, que participou na quarta-feira (29/04) de uma live organizada pelo Estadão Marcas Mais. De acordo com o executivo, um total de 506 mil famílias, o que representa, nos cálculos da empresa, 2,5 milhões de pessoas, serão isentas do pagamento das contas de água e esgoto por três meses, entre abril e junho. São clientes das categorias uso residencial social e residencial favela.

Água de reuso

A Companhia também desenvolveu outras ações importantes, segundo Braga. Entre elas, a instalação de 170 lavatórios em vários pontos do Estado para que as pessoas em situação de rua tenham como higienizar as mãos. Foram colocadas 131 peças em 65 cidades do interior e do litoral atendidas pela companhia de saneamento. Na capital paulista, em parceria com a prefeitura, já funcionam 39 pias em áreas públicas, sendo 10 na região central da cidade. A previsão é que a iniciativa chegue a cem lavatórios. A Sabesp, neste projeto, é responsável pela viabilidade das instalações hidráulicas dos equipamentos.

Em parceria com a iniciativa privada, a Sabesp doou 1,2 milhão de litros de água, incluindo a de reúso para ações de higienização de locais públicos, nas cidades de São Paulo, Rio Grande da Serra e Cubatão. A ação contou com a colaboração da indústria química Unipar, que cedeu 180 mil litros de hipoclorito de sódio, substância essencial para desinfecções.  

Caixas-d’água

“A distribuição das caixas-d’água também é fundamental”, afirma Braga. “Como das 23h30 às 4h a gente reduz a pressão [do sistema de abastecimento de água], algumas casas que ficam em áreas altas, principalmente em comunidades, não recebem água devido à pressão ser insuficiente. Por isso, é importante elas contarem com as caixas”, afirma o diretor-presidente da Sabesp. A empresa vai distribuir 4,5 mil caixas-d’água, sendo que 3,6 mil já foram entregues, em parceria com as empresas Tigre, Amanco Wavin e Fortlev. Desse total, 220 caixas foram distribuídas no Interior, nos municípios de Piedade, Guariba e Lins. 

O fornecimento de 10 mil frascos de álcool em gel, 200 mil sabonetes em barra, 10 mil sabonetes líquidos e 10 mil cremes em áreas de alta vulnerabilidade social também é fruto de uma parceria entre a Sabesp e a iniciativa privada. Nesse caso, com as empresas Nivea, Fiat, DEEP, Olga Kos e Leo Burnett Tailor Made.

Maior crise de todas

Sobre os próximos meses, quando o Governo do Estado de São Paulo decidir pela flexibilização do isolamento social, a Sabesp já tem um plano de ação, segundo Braga. Uma das medidas será promover a volta ao trabalho, nos escritórios da companhia, de funcionários que não estejam nos grupos de risco para a covid-19. Os trabalhadores com mais de 60 anos vão voltar em uma segunda etapa, 45 dias depois, se tudo ocorrer como o programado. De acordo com Braga, os funcionários da empresa que trabalham nas ruas e nas estações de tratamento continuam na ativa para que o resto da população possa ficar em casa com segurança. “Os funcionários chegaram até a ser hostilizados em alguns momentos. Mas eles fazem parte de um trabalho essencial.”

Para Braga, que viveu a crise hídrica na região metropolitana de São Paulo entre 2014 e 2015, o momento agora é mais crítico. “Em dezembro de 2014, o governador Geraldo Alckmin me chamou no Palácio [dos Bandeirantes] e me disse: ‘Estou precisando de um secretário para resolver este problema de falta de água na região leste do Estado de São Paulo’. E eu fui suficientemente doido para aceitar o convite dele”, relembrou o diretor-presidente da Sabesp durante a Live no Estadão.

Nas palavras de Braga, então secretário de Recursos Hídricos, “em janeiro de 2015, por volta do dia 20, estávamos próximos de um colapso [no abastecimento], no volume morto do Sistema Cantareira”, disse o gestor público.

Como também presidia o Conselho de Administração da Sabesp, o grande desafio naquela época era fazer em tempo recorde uma série de obras e interligações para resolver o problema da seca. “Também demos incentivos econômicos para a população economizar água. A situação da companhia ficou complicadíssima”, disse Braga. Segundo ele, agora, apesar de tudo o que ele viveu em 2015, é mais complexo. “Naquele momento, podíamos andar para lá e para cá, fazer as obras. Hoje, a gente não pode sair de casa.”

Visão otimista

Apesar das dificuldades, Braga finalizou a conversa com a jornalista e gerente de Publicações do Media Lab Estadão, Fernanda Sampaio, com um discurso de otimismo. “Toda crise gera uma oportunidade de inovar e de criar soluções. Vamos sair muito mais forte do que entramos nessa crise. Sou um otimista contumaz”, afirmou.

 

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