Sanepar avalia afrouxar rodízio de água na região de Curitiba no fim de março

Valor Econômico
12/02/2021

Por Taís Hirata

Medida será possível caso as chuvas persistam, e os reservatórios atinjam um patamar de 60% até lá

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) poderá iniciar, ao fim de março, um afrouxamento no atual sistema de rodízio de água na região metropolitana de Curitiba. Isso será possível caso as chuvas persistam, e os reservatóriosatinjam um patamar de 60% até lá.

“A partir de novembro, passamos a ter chuvas mais abundantes, e os reservatórios da região metropolitana começaram a se recuperar. Hoje, estão com 48% e subindo” , afirmou o diretor de Meio Ambiente da Sanepar, Julio Gonchorosky, em teleconferência.

“A tendência e a nossa esperança é que, se chuvas se mantiverem regulares, ao fim de março os reservatórios estarão próximos de 60%. Atingindo esse nível, podemos adotar estratégias para reduzir o rodízio. Ele não deve ser cessado totalmente, mas gradativamente, para que também possamos monitorar o volume de consumo dos reservatórios, e novos investimentos possam apoiar o sistema”, disse.

O presidente da empresa, Claudio Stabile, destacou que, além de investimentos no sistema hídrico, a companhia tem feito um trabalho de semeadura de nuvens, para aumentar as chuvas. “Esse trabalho continuará até abril”, disse ele.

Reajuste tarifário

A empresa está pleiteando junto à agência regulatória do setor no Estado (Agepar) uma compensação pela mudança no indexador no reajuste tarifário da empresa, o que levou a uma taxa muito menor do que a prevista pela companhia e pelos investidores.

A medida do órgão regulador gerou revolta entre acionistas da Sanepar no fim de 2020. A expectativa era que o reajuste, aplicado em 5 de fevereiro, fosse de 9,6%, mas a taxa aprovada pela Agepar foi de 5,1%. Um dos fatores que contribuiu para essa diferença foi uma decisão unilateral da agência de usar como indexador o IPCA, em lugar do IGP-M, como era previsto.

Segundo Stabile, a companhia fez um pedido em 25 de janeiro para a Agepar sobre a questão. “Queremos a compensação. O pedido é, não só que revejam [a decisão], mas que nos compensem de alguma forma por essa diferença”, disse.

Stabile também afirmou que a empresa está preparada para se ajustar ao novo marco legal do saneamento, um processo que, segundo ele, começou há dois anos dentro do grupo. “A companhia já tem pelo menos três modelos de estratégia para esse fim, que não posso antecipar”, disse. “Vemos com bons olhos o novo marco, com alguns ajustes, mas estamos preparados.

 

 

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