MPF elabora cartilha sobre desinfecção de supermercados, postos de gasolina e velórios

Estadão
31/03/2020

Por Patrik Camporez

Vírus pode sobreviver de 2 a 8 horas em alumínio; até 4 dias em vidro; de 4 a 5 dias em papel; até 5 dias em plástico e até 2 dias em madeira

Supermercados, postos de gasolina, lotéricas e salas de velórios devem passar por processos de desinfecção para evitar que o novo coronavírus se alastre ainda mais pelo País. Esse é um dos alertas presentes em um documento de 39 páginas elaborado pelo Ministério Público Federal (MPF).

Ao todo, 250 profissionais e pesquisadores integrantes da Sala Técnica de Saneamento do MPF participaram da elaboração da cartilha, que tem foco nas orientações sobre abastecimento público de água, esgotos domésticos e higienização em geral. “O objetivo do documento é informar a população e os tomadores de decisão, no sentido de proteger as pessoas e prevenir a disseminação da doença”, diz a introdução da cartilha.

As técnicos alertam que estabelecimentos como farmácias, supermercados, padarias e postos de gasolina devem receber pelo menos duas desinfecções por semana. Hospitais e velórios, onde há maior circulação de pessoas, necessitam de pelo menos uma desinfecção por dia.

O Estado mostrou na segunda-feira que o álcool em gel virou item usado para recepcionar clientes de supermercados no País. O produto tem sido utilizado na entrada de muitos comércios que decidiram apoiar a higienização dos consumidores para enfrentar a proliferação do novo coronavírus. Alguns estabelecimentos até fazem a medição da temperatura dos clientes.

O documento do MPF diz que, até o momento, não há consenso científico acerca do tempo que o novo coronavírus pode permanecer ativo no tecido. No entanto, como são superfícies porosas,  é possível que o vírus possa permanecer ativo nesses ambientes por mais de 8 horas.

Por isso, os técnicos orientam à população a usar luvas descartáveis ao manusear roupas sujas de uma pessoa doente e descartá-las após cada uso. “Se usar luvas reutilizáveis, elas devem ser exclusivas para limpeza e desinfecção de superfícies potencialmente contaminadas e não devem ser utilizadas para outros fins domésticos”.

A cartilha diz que o coronavírus pode sobreviver de 2 a 8 horas em alumínio; até 4 dias em vidro; de 4 a 5 dias em papel; até 5 dias em plástico e até 2 dias em madeira. “Todas essas superfícies se tornam meios mecânicos de transmissão de vírus, por isso é importante realizar ações de higiene da superfície tanto em residências quanto em todas as instalações públicas ou privadas”, diz o documento.

Orientação sobre desinfecção dos espaços:

  • Farmácia 2 x por semana
  • Supermercado 2 x por semana
  • Unidade básica de saúde 1 x por dia
  • Hospitais 1 x por dia
  • Padarias 2 x por semana
  • Velório 1 x por dia
  • Lotéricas 3 x por semana
  • Delegacia 3 x por semana
  • Base Polícia Militar 3 x por semana
  • Condomínio Popular 2 x por semana
  • Posto de Combustível 2 x por semana
  • Centro 3 x por semana
  • Prefeitura 3 x por semana
  • Como higienizar as roupas

Como higienizar as roupas

  • Usar luvas descartáveis ao manusear roupas sujas de uma pessoa doente e descartá-las após cada uso.
  • Se usar luvas reutilizáveis, elas devem ser exclusivas para limpeza e desinfecção de superfícies potencialmente contaminadas e não devem ser utilizadas para outros fins domésticos.
  • Lavar as mãos imediatamente após a remoção das luvas;
  • e não forem usadas luvas ao manusear roupas sujas, lavar as mãos após o procedimento. Se possível, não agitar a roupa suja. Isso minimizará a possibilidade de dispersar o vírus pelo ar;
  • A roupa suja de uma pessoa doente pode ser lavada juntamente com a de outras pessoas, não há necessidade de separar;
  • Limpar e desinfetar os cestos de roupas sujas de acordo com as orientações para superfícies. Se possível, considerar cobrir previamente o cesto de roupas com um saco descartável, anteriormente à disposição das roupas sujas. O cesto poderá ser recoberto com sacos não descartáveis, os quais poderão ser posteriormente higienizados;
  • Utilizar detergente que possa formar bastante espuma na lavagem das roupas;
  • O processo de lavagem na máquina é suficiente para garantir que as roupas estejam livres do vírus transmissor da COVID-19;
  • Para lavagem à mão, utilizar sabão até formar espuma abundante;
  • Em água com alta dureza, acima de 500 mg/L, é mais difícil formar espuma e será necessário prolongar o processo de lavagem à mão.

 

AESBE - Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento

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