A Câmara Técnica de Desenvolvimento Operacional (CDO) da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe) realizou, na terça-feira (12/5), reunião virtual para compartilhar experiências, debater estratégias que resultem em melhorias funcionais e promovam maior eficiência operacional por parte de suas associadas.

Seguindo a dinâmica já adotada pelas demais câmaras técnicas da Aesbe, a primeira reunião de 2020 da CDO aconteceu por videoconferência, tendo em vista a situação de saúde mundial que, como não poderia ser diferente, tem afetado a sociedade brasileira e toda a organização do trabalho realizado por empresas públicas e privadas. 

O coordenador da câmara, Alexandre Gomes (Saneago), salientou a intensa troca, durante o encontro, de experiências e ideias para o combate às perdas neste momento de aumento de consumo doméstico de água, ocasionado pela pandemia. “Nossa reunião foi muito importante, principalmente para listar as ações de combate ao desperdício, no sentido de garantir uma maior disponibilidade hídrica, que nesse momento é de fundamental importância. Tão importante quanto o tratamento e combate à doença é a higiene pessoal”, destacou.

Para o coordenador, o país atravessa um momento em que a população precisa ter água de qualidade e em quantidade. E trabalhar essas ações de eficiência operacional ajudará a manter um sistema que garanta condições para a população. Alexandre Gomes também destacou que a reunião inaugural de 2020, se mostrou importante por orientar os debates nos próximos encontros regulares   da câmara técnica.  

No encontro, cerca de 30 participantes, representaram 16 companhias estaduais de saneamento. Número expressivo, segundo o coordenador.  Para ele, o engajamento verificado é a promessa de quóruns ainda maiores nas próximas reuniões da câmara. “  Com a facilidade de realizar as reuniões no modelo virtual, esperamos, com a definição dos próximos temas, todos de grande interesse, reunir  o maior número possível  de profissionais.”

Durante o encontro, o diretor de produção da Saneago, Wanir José de Medeiros Júnior, apresentou o plano de contingência operacional da companhia  e discorreu sobre as análises de risco realizadas pela empresa goiana. 

“Nosso estudo se apoia em três questões principais: as de recursos humanos, que envolvem as equipes de trabalho técnicas e operacionais, as de fornecimento de insumos e materiais e as de manutenção de equipamentos”, destacou Wanir. 

De acordo com o diretor, a Saneago definiu alguns planos de ações preventivas e providências emergenciais, conforme a necessidade de cada quadro ou momento conjuntural em meio ao cenário de evolução do coronavírus no estado. “Buscamos apresentar no debate  como a Saneago está tratando questões muito comentadas na atualidade, como o isolamento social, o revezamento de equipes, o teletrabalho, a prevenção contra doenças perigosas e a manutenção da saúde. A diretoria de produção da Saneago, assim como toda a empresa, tem trabalhado com base no princípio de prevenção da saúde da população goiana e de todos os seus empregados”, ressaltou o diretor, que ainda atestou o grande número de colaborações dos participantes da reunião , em todos os aspectos abordados.  

O secretário da CDO e Coordenador da Unidade Corporativa de Redução e Controle de Perdas da Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A. (Embasa), Glauco Cayres de Souza, também considerou a primeira reunião virtual muito profícuo. Ele destacou que a câmara tem focado nas questões que envolvem eficiência energética e, principalmente, de perda de água. “Sem dúvida, a prioridade neste momento de enfrentamento da Covid-19 é garantir o abastecimento à população e preservar a saúde dos nossos colaboradores e empregados e de toda a sociedade. É exatamente por isso que as ações de redução de perdas são importantes para contribuir com esses objetivos prioritários”, destacou.

Para ele, é comum a todas as companhias estaduais de saneamento o objetivo de manter o abastecimento de forma adequada e eficiente. Em outras palavras, é definir quais são as ações capazes de manter tal equilíbrio e melhorar o desempenho operacional. “Um exemplo é a redução de perdas proporcionada pelo controle de pressão da rede de abastecimento, que gera uma distribuição equalizada do fornecimento nos mais diversos pontos. Ele visa a não se trabalhar com pressões elevadas ou reduzidas demais. As faixas ideais de pressão colaboram para o abastecimento de todos, a atenuação dos vazamentos inerentes do sistema, de natureza indetectável, e a queda nas despesas de produção e nos custos com manutenção e reparos ”, explicou.

Pandemia

Em tempos de pandemia, a água tratada é um precioso bem no combate à propagação da Covid-19. Por isso, no setor de saneamento, é fundamental reduzir ainda mais as perdas hídricas no abastecimento urbano, de modo a mitigar os riscos de uma sobrecarga no sistema, o que prejudicaria o abastecimento. 

Intercâmbio

Na reunião da CDO, marcou presença  Ricardo Röver Machado (Corsan), atual coordenador geral da Câmara Técnica de Gestão e Controle de Perdas e Eficiência Energética da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), instância correspondente à CDO naquela entidade. Para Alexandre Gomes, sua colaboração na câmara da Aesbe certamente contribuirá positivamente para o debate sobre a eficiência hídrica e facilitará ainda mais a interação entre as duas entidades, que possuem alinhamentos muito próximos nas questões do saneamento nacional, como a defesa dos contratos de programa e a manutenção da titularidade municipal.

 

AESBE - Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento

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