CEDAE inaugura mais um viveiro florestal

Por Assessoria de Imprensa da CEDAE

O Programa Replantando Vida tem como objetivo contribuir para a ressocialização de homens e mulheres do sistema prisional estadual.

O Programa que une preservação ambiental e ressocialização de apenados do sistema prisional fluminense, o Replantando Vida, da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), do Rio de Janeiro (RJ), vai inaugurar nesta sexta-feira (21/12), às 15h, na antiga Estrada da Tijuca, nº 1.170, na Usina, o sétimo viveiro criado e mantido pela Companhia, instalado em área de 600 metros quadrados na Caixa Velha da Tijuca, junto ao Parque Nacional da Tijuca.

O Viveiro Florestal da Caixa Velha da Tijuca, que terá capacidade para produzir 30 mil mudas por ano, conta com um sistema de reaproveitamento de água da chuva e da irrigação, em que as drenagens vertem para uma cisterna e, com isso, a economia de água pode chegar a 80%, segundo estimativa da equipe do Replantando Vida. Neste viveiro, que terá foco na produção de mudas de espécies em risco de extinção, irão trabalhar seis novos apenados do sistema prisional.

No viveiro também serão cultivadas mudas de espécies consideradas clímax, como pau-brasil, jequitibá, jacarandá e cedro, que demoram mais para crescer e são encontradas apenas em florestas mais antigas destinadas ao enriquecimento dos reflorestamentos realizados pelas equipes de apenados para proteção de rios e recuperação de nascentes de matas ciliares.

O Programa Replantando Vida tem como objetivo contribuir para a ressocialização de homens e mulheres do sistema prisional estadual, oferecendo oportunidade de trabalho e inserção social. O Replantando Vida já arregimentou mais de 3.500 apenados ao longo dos anos, minimizando os custos econômicos e humanos do sistema prisional, beneficiando toda a população. Os apenados desenvolvem diversas atividades dentro do Programa, desde o auxilio nas atividades do dia a dia da Companhia, limpeza e conservação predial, jardinagem, serviços administrativos, até a confecção dos uniformes da CEDAE e atividades na área ambiental.

As atividades ambientais desenvolvidas pelos apenados do Programa Replantando Vida envolvem, entre outros, a coleta de sementes florestais, produção de mudas, atividades de restauração e de educação ambiental em escolas. Em todos os viveiros as mudas são produzidas utilizando como substrato o lodo de esgoto, que é o resíduo gerado nas estações de tratamento de esgotos da Cedae e que vem sendo reaproveitado para essa finalidade.

A Companhia vem sendo pioneira na utilização prática deste material, desenvolvendo pesquisas em parceria com o Laboratório de Pesquisas e Estudos em Reflorestamento (Laper) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e a Embrapa Agrobiologia. O uso do lodo de esgoto favorece o crescimento e nutrição das plantas, que são produzidas sem a necessidade de fertilizantes químicos, gerando benefício para o meio ambiente e economia para o Programa.

Atualmente, a CEDAE possui seis viveiros florestais estruturados em funcionamento que, juntos têm capacidade instalada de produção de 1.8 milhão de mudas por ano. Além de atender os plantios da própria Cedae para proteção e recuperação de mananciais, estas mudas também são disponibilizadas para parceiros em projetos de proteção de nascentes e matas ciliares em todo o estado, desde áreas no noroeste fluminense como Italva, Natividade, Varre-Sai e Porciúncula, até municípios do sul do estado, como Resende, Volta Redonda, Pinheiral e Piraí.

Viveiros florestais em funcionamento/localização/capacidade de produção:

– Dorothy Stang, na Colônia Penal Agrícola de Magé, tem capacidade para produzir 1,2 milhão mudas/ano
– Roberto e Rodrigues, na ETA Guandu, tem capacidade para produzir 300 mil mudas/ano
– Roberto Burle Marx, na ETE São Gonçalo, tem capacidade para produzir 235 mil mudas/ano
– Manoel Gomes Archer, no Reservatório Victor Konder, tem capacidade para produzir 35 mil mudas/ano
– Arthur Sendas, na ETE Alegria, no Caju, tem capacidade para produzir 30 mil mudas/ano
– Raimundo Santos Rodrigues, no Morro do Adeus, no Complexo do Alemão, tem capacidade para produzir 25 mil mudas/ano.

 

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