Países em desenvolvimento querem US$ 1,3 tri em financiamento climático a partir de 2030

Valor Econômico

Por Matthew Dalton, da Dow Jones, Valor — Glasgow

04/11/2021 

Demanda abre um dos tópicos de negociação mais controversos da COP26

 A maioria dos países em desenvolvimento apoiou uma demanda para que as nações ricas canalizem pelo menos US$ 1,3 trilhão em financiamento climático a partir de 2030, na abertura de um dos tópicos de negociação mais controversos da COP26.

As nações africanas e um grupo chamado Países em Desenvolvimento com Mentes Similares, que inclui China, Índia e Indonésia, afirmaram em um documento enviado às Nações Unidas durante a COP26 que metade desses recursos deveria ir para o financiamento de energia renovável no mundo em desenvolvimento e a outra metade para proteger esses países dos efeitos do aquecimento global.

Há muito tempo as nações desenvolvidas prometem ajudar as nações em desenvolvimento a dar respostas às mudanças climáticas. Essa promessa foi crucial para selar o Acordo de Paris em 2015, quando os EUA, a Europa e outros países ricos concordaram em fornecer US$ 100 bilhões por ano de 2020 a 2025.

A meta de US $ 1,3 trilhão para mobilizar fundos reflete os enormes investimentos que serão necessários para atingir as metas climáticas do Acordo de Paris, afirma o documento. “A meta de mobilização pós 2025 deve refletir a ambição, a progressão e o acordo coletivo de manter a temperatura abaixo de 2 graus Celsius, dentro da meta de 1,5 grau Celsius”, diz o documento.

As nações desenvolvidas não atingiram a meta em 2020, ficando US$ 20 bilhões abaixo dela, e não é provável que a cumpram até 2023, disseram os negociadores do clima em um relatório em outubro. O déficit irritou as nações em desenvolvimento e complicou as negociações em Glasgow.

Autoridades ocidentais dizem que não estão prontas para definir uma meta para o financiamento do clima pós-2025, dada a dificuldade de atingir a meta de US$ 100 bilhões. “É um pouco cedo para dizer se estamos no caminho para uma COP totalmente bem-sucedida, mas os primeiros sinais parecem razoavelmente bons”, disse Jacob Werksman, o principal negociador da UE.

 

 

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