OCDE projeta expansão de 2,3% para o PIB no Brasil em2022

Valor Econômico
21/09/2021

Por Assis Moreira

Para 2021, Organização espera que a economia brasileira apresente crescimento de 5,2%, aumento de 1,5 ponto percentual sobre a estimativa de maio

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) projeta uma taxa de crescimento da economia brasileira ainda bem superior ao que o mercado agora espera, ao mesmo tempo em que aponta um cenário menos favorável para os emergentes em geral.

Em relatório interino sobre as perspectivas econômicas globais, divulgado nesta terça-feira (21), a entidade projeta agora crescimento de 5,2% da economia brasileira para 2021, ou 1,5 ponto percentual a mais do que sua estimativa de maio.

Para 2022, a taxa cai, mas sua estimativa ainda é de expansão de 2,3%, ou 0,2 ponto percentual a menos do que tinha estimado em maio. Em comparação, no mercado no Brasil várias projeções apontam agora expansão da economia abaixo de 1% no ano que vem.

A OCDE projeta inflação maior no Brasil também comparado à estimativa de maio: espera agora taxa de 7,2% neste ano, ou 1 ponto percentual a mais; e de 4,9% no ano que vem, ou 0,9 ponto percentual maior.

No geral, a OCDE considera que as perspectivas nas economias de mercados emergentes são mistas. O crescimento na China está projetado para permanecer próximo do nível pré-pandêmico. Os exportadores de commodities estão se beneficiando dos altos preços de exportação e da forte demanda global por mercadorias.

Entretanto, a renda real das famílias foi atingida por preços mais altos de energia e alimentos, e os riscos de novos surtos de vírus permanecem altos em muitos países onde as taxas de vacinação são baixas. O espaço é limitado para fornecer ajudas em alguns países, particularmente onde as pressões inflacionárias já estão aumentando e as taxas de juros subiram.

Para a OCDE, o risco de custos duradouros decorrentes da pandemia também persiste. O déficit de produção do nível pré-pandêmico está projetado para, no final de 2022, ser duas vezes maior nos emergentes do que em economia avançada mediana do G20, e particularmente alto na Índia e na Indonésia.

 

 

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