Gasolina e gás de cozinha rumam para recorde

Valor Econômico

Por André Ramalho — Do Rio

29/10/2021

Ambos caminham para atingir neste mês os patamares de preço mais altos deste século, tanto em valores nominais quanto reais

Os preços da gasolina e do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, no Brasil, caminham para atingir, em outubro, os patamares mais altos deste século, tanto em valores nominais quanto reais (ajustado à inflação), deste século, aponta o monitor de preços do Observatório Social da Petrobras (OSP).

A entidade de pesquisa é ligada à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), ao Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) e ao Instituto LatinoAmericano de Estudos Sócioeconômicos (Ilaese).

Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), o litro da gasolina foi vendido, na média, a R$ 6,266 nas três primeiras semanas de outubro. Até então o pico do preço do derivado havia sido atingido em fevereiro de 2003, no valor real de R$ 6,254 o litro.

Já o GLP foi vendido, na média, a R$ 100,35 o botijão, nas três primeiras semanas de outubro. Em setembro, o custo do botijão já havia batido recorde, de R$ 97,73.

O preço do diesel S-10, comercializado no Brasil desde 2012, também está a caminho de bater recorde – vendido a R$ 5,032 nas três primeiras semanas do mês.

O OSP defende mudanças na política de preços da estatal, que completou cinco anos este mês e prevê reajustes alinhados ao preço de paridade de importação (PPI)

O Ibeps propõe uma nova forma de precificação, baseada nos custos reais de extração e refino da Petrobras, mais margem. Na visão do instituto, como as refinarias brasileiras produzem 80% do consumo de derivados do país, o alinhamento ao PPI expõe o consumidor a uma lógica descolada da realidade local. Essa proposta tem ganhado corpo dentro da oposição à atual política de preços da Petrobras, mas é criticada por agentes do mercado de combustíveis.

A política de preços da Petrobras tem sido um assunto quente na pauta política. O PPI reflete os custos totais para internalizar um produto. É uma referência calculada com base no preço de aquisição do combustível, acrescido dos custos logísticos até o polo de entrega do derivado, mais margens.

O uso da paridade se justifica, entre seus defensores, pela condição de dependência das importações. Embora o Brasil seja um grande exportador de petróleo, o país não é autossuficiente na produção de derivados. A paridade traz, portanto, um equilíbrio entre preço de venda e o preço de compra do derivado, de forma a garantir que a Petrobras não perca dinheiro com importações e que haja concorrência no setor.

 

 

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