Estudo mostra a importância da Mata Atlântica nos reservatórios de água para energia e saneamento

G1 – Jornal Nacional
15/09/2021 

Por Jornal Nacional 

O mapeamento inédito traz imagens de satélites e informações detalhadas sobre o que aconteceu nos últimos 35 anos na Mata Atlântica. A situação se agravou porque nesse período aumentaram a população e a demanda por água para produção de alimentos e energia.

Um mapeamento inédito da Mata Atlântica mostra por que o Brasil precisa aumentar a área coberta por floresta.

A água que abastece a maior parte dos brasileiros vem das nascentes e mananciais da Mata Atlântica: água de beber, água para irrigação, água para produção de energia.

O bioma mais ameaçado do Brasil segue pressionado pelas demandas de aproximadamente 150 milhões de pessoas.

O estudo divulgado nesta quarta-feira (15) traz imagens de satélites e informações detalhadas sobre o que aconteceu nos últimos 35 anos na Mata Atlântica.

Resta apenas um quarto de cobertura florestal, área equivalente àquela ocupada hoje por pastagens. Outras atividades econômicas respondem por quase 40% do espaço.

A quantidade de florestas protegendo as nascentes e as margens dos rios da Mata Atlântica permaneceu praticamente inalterada em pouco mais de três décadas. Apenas 25% de cobertura vegetal. Isso já era preocupante há 30 anos, mas a situação se agravou na linha do tempo porque nesse período aumentaram a população e a demanda por água para produção de alimentos e energia.

“A floresta em torno das nascentes é essencial para garantir a quantidade de água, mas ela também tem um efeito de filtrar todo o sedimento que chega nos rios. Então sem essa floresta a gente está falando de rios mais poluídos, com mais sedimentação e isso vai para dentro dos reservatórios, vai diminuir vida útil dos reservatórios que abastecem as cidades e que geram energia”, explica Marcos Reis Rosa, coordenador técnico do projeto MapBiomas.

A cobertura de vegetação nativa chegou a diminuir de tamanho nas bacias dos rios Paraná e Rio Grande.

“Regiões, como por exemplo, de mananciais da Grande São Paulo, como a bacia do Sistema Cantareira, que tem menos de 20% de sua cobertura florestal e agoniza a cada período que não chove ou a cada seca, estão perdendo a capacidade de se manter perene durante as variações climáticas. Essa é a função principal da Mata Atlântica: manter o ciclo hidrológico e ajudar os rios a minimizar o impacto das mudanças climáticas”, diz Malu Ribeiro, diretora do SOS Mata Atlântica.

Metade da Mata Atlântica é ocupada por propriedades privadas. O estudo revela que quando os empresários seguem à risca a legislação, os resultados aparecem.

“Áreas que eram utilizadas como agropecuária têm tido conversão para soja com plantio direto ou cana de açúcar, e durante esse processo de intensificação, os proprietários têm respeitado a legislação ambiental e mantido a borda dos rios não ocupada, permitindo que a floresta se recupere e faça seu papel de proteção de qualidade da água”, diz Marcos Reis.

 

 

 

 

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