Construção terá crescimento de 5% em 2021, o maior em 10 anos, diz Cbic

Valor Econômico
Por Chiara Quintão
25/10/2021 10h17

Segundo a entidade, são positivas as expectativas para os próximos seis meses em relação ao patamar de atividade, novos empreendimentos, compras de insumos e contratações

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) estima que o setor terá, em 2021, crescimento de 5%, o maior em 10 anos. A projeção faz parte do evantamento Desempenho Econômico da Indústria da Construção Civil e Perspectivas, divulgado nesta segunda-feira pela entidade.
Segundo a CBIC, os empresários da construção “permanecem confiantes”, e são positivas as expectativas para os próximos seis meses em relação ao patamar de atividade, novos empreendimentos, compras de insumos e contratações.
Depois de leve queda em agosto, o nível de atividade da construção voltou a subir em setembro. O indicador apresentou, no terceiro trimestre, a melhor média para o período desde 2010 — 50,4 pontos — como reflexo da demanda por imóveis, de taxas de juros ainda em patamares atrativos e do aumento do crédito imobiliário.
Mas para voltar ao pico de atividades, registrado em 2014, setor precisaria crescer 5% ao ano até 2028. Segundo a CBIC, se houver expansão média de 3% ao ano, a recuperação do nível máximo de atividades ocorrerá em 2033.
O segmento de construção de edifícios lidera o indicador, com 51 pontos, seguido por obras de infraestrutura (50,2 pontos) e serviços especializados (46,8 pontos).
No consolidado do setor, a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) ficou em 65%, no fim de setembro, acima da média histórica de 62%.
Pesquisa realizada pela CBIC apontou que o principal problema do setor, pelo quinto trimestre consecutivo, é o alto custo ou a falta de insumos. A questão foi apontada por 54,2% dos empresários participantes da sondagem.
Nos 12 meses encerrados em setembro, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), acumula alta de 15,93%. Para a elevação, contribuíram principalmente vergalhões e arames de aço ao carbono, tubos e conexões de ferro e aço, e os tubos e conexões de PVC.
Segundo a entidade, 16% dos empresários informaram, no terceiro trimestre, preocupação com a elevação da taxa de juros, ante 10% no segundo trimestre.
Expectativas para o quarto trimestre
Martins está otimista em relação ao mercado imobiliário no quarto trimestre. “O mercado continua comprador. A expectativa é que o crédito imobiliário continue crescendo e ultrapasse R$ 200 bilhões”, disse Martins, em coletiva de imprensa.
O representante setorial ressaltou que, nos últimos trimestres, as vendas de imóveis têm superado os lançamentos, o que resulta em redução do estoque de unidades.
Por outro lado, Martins demonstrou preocupação com o segmento de baixa renda, financiado com recursos do FGTS. “Enquanto não houver recuperação de renda, outras fontes de subsídio, além do FGTS, são necessárias”, defendeu Martins.

 

AESBE - Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento

SCS - Quadra 01 - Bloco H - Edifício Morro Vermelho - 16º andar - CEP: 70399-900 - Brasília-DF - Tel/Fax.: 55 61 3022-9600

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?