Belo Horizonte e Contagem unem-se à Copasa para tentar despoluir Lagoa da Pampulha

Valor Econômico
24/09/2021 

Por Cibelle Bouças

 Prefeitos das duas cidades e o diretor-presidente da Copasa reuniram-se nesta sexta-feira

 O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), e o diretor-presidente da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Carlos Eduardo Castro, reuniram-se nesta sexta-feira, na sede da prefeitura da capital mineira, para discutir o lançamento de esgoto na Lagoa da Pampulha, cartão postal da cidade.

O encontro foi realizado dois dias após Belo Horizonte entrar com uma ação na Justiça Federal contra a Copasa por conta do lançamento de esgoto na lagoa. Na ação, a prefeitura pediu que a companhia apresente em até 45 dias um plano de ação detalhado para que 100% do esgoto da bacia hidrográfica da Pampulha seja coletado e tratado, além do pagamento de multa de R$ 100 mil por dia de descumprimento das solicitações.

Na reunião desta sexta, ficou definido que uma equipe técnica discutirá um plano de trabalho para despoluir a lagoa, com participação das duas prefeituras e da Copasa.

A Copasa apresentará em até 45 dias um estudo com ações para solucionar o problema da poluição. “Acredito que vamos nos deparar com soluções complexas, mas há interesse de todos para que a lagoa seja despoluída”, disse Carlos Eduardo Castro.

De acordo com a Copasa, existem cerca de 9,8 mil imóveis com situação de esgoto irregular e que despejam dejetos nos rios que abastecem a lagoa. Desse total, 79% estão situados em Contagem e 21% estão em Belo Horizonte. A lagoa está localizada na capital mineira, mas a maior parte da sua bacia hidrográfica fica em Contagem. Castro disse que já foram investidos mais de R$ 150 milhões em ações para despoluir a lagoa.

O secretário de Obras e Infraestrutura de Belo Horizonte, Josué Valadão, disse que um plano de trabalho com prazos e custos deve estar concluído em até 45 dias.

“Se a gente quer devolver a Lagoa da Pampulha como patrimônio ao povo mineiro, temos que procurar uma solução que esteja em Contagem”, afirmou Marília Campos. Na avaliação da prefeita, as redes de esgoto de Contagem precisam ser redimensionadas para que mais domicílios sejam interligados à rede.

Ela também observou que é preciso melhorar as condições de moradia das populações ribeirinhas em situação de vulnerabilidade social, mas isso dependerá de ações de governo na área social.

Crise hídrica

O diretor-presidente da Copasa também afirmou nesta sexta-feira que a região metropolitana de Belo Horizonte não corre risco de desabastecimento de água mesmo com a crise hídrica.

“Em função dos reservatórios, de ações operacionais que a companhia vem adotando desde o ano passado, em função do evento da Vale que interrompeu a nossa captação e também as fortes chuvas de 2020 que trouxeram danos, mas por outro lado, trouxeram mais tranquilidade operacional, não temos risco de desabastecimento”, afirmou o executivo.

Castro alertou, porém, para a necessidade de uso consciente da água em qualquer época. De acordo com dados da Copasa, o nível dos reservatórios do Sistema Paraopeba está em 70,2%.

 

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