Amanco vai passar fibra óptica por rede de água

Valor Econômico
20/08/2021

Por Daniela Braun

Empresa mantém conversas avançadas com empresas de abastecimento públicas e privadas

Em novembro, a fornecedora de tubos e conexões Amanco Wavin espera entregar seu primeiro projeto de infraestrutura de fibra óptica por rede de água potável no país. “A tecnologia permite tanto detectar vazamentos como transportar dados”, afirmou Daniel Neves, presidente da companhia ao “Liderança Digital”, série de entrevistas que vai ao ar hoje, às 8h, no site e nas redes sociais do Valor.

Neves informa que a companhia mantém conversas avançadas com empresas de abastecimento de água, públicas e privadas, e operadoras locais.

Segundo o executivo, a tecnologia, que consiste na inserção de uma microtubulação com cabos de fibra óptica no interior da rede de abastecimento de água, já é oferecida pela empresa há dez anos em cidades como Washington e San Diego, nos Estados Unidos, Barcelona e Londres, na Europa.

A empresa não revelou valores de projetos já executados ou estimativas de custos locais. De acordo com Fabiana Castro, gerente de desenvolvimento de negócios da Amanco Wavin, a vantagem da infraestrutura pela rede de água é alcançar uma cobertura que chega a cerca de 90% do país, sem custos com escavação para embutir os cabos de fibra.

Com a tecnologia, a companhia pretende contribuir para a redução de desperdício de água prevista no novo marco regulatório do saneamento básico (Lei nº 9.984, de julho de 2020). “Diante da crise hídrica atual há um potencial importante de redução de perdas para o país”, afirma Fabiana.

Além da fibra óptica, a empresa venderá uma tecnologia de identificação e prevenção de vazamentos por meio de uma fibra sensora que também percorre a rede de abastecimento de água. Outra tecnologia complementar é a análise da rede de abastecimento por meio de algoritmos de inteligência artificial.

Em 2019, o Brasil perdeu 39,2% da água tratada captada entre o reservatório e o hidrômetro de residências e empresas, segundo dados divulgados em maio deste ano pelo Instituto Trata Brasil. O volume seria suficiente para abastecer 63 milhões de pessoas. A meta do marco regulatório é reduzir esse percentual para 25% até 2023.

 

 

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