Agência Nacional de Águas aprova plano para recuperar reservatórios em período de chuvas

Medidas tendem a beneficiar as grandes hidrelétricas do Sistema Interligado Nacional (SIN) e valerão para o período chuvoso do biênio 2021-2022

Por Rafael Bitencourt, Valor – Brasília
18/10/2021 19h28  Atualizado 18/10/2021

Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) aprovou nesta segunda-feira (18) o “Plano de Casa” para recuperar, entre dezembro deste ano e abril do ano que vem, os reservatórios atingidos pela atual crise hídrica. A decisão, tomada pela diretoria, tende a beneficiar as grandes hidrelétricas do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Segundo o órgão, o plano de contingência define “medidas adicionais” de operação dos principais reservatórios de regularização do SIN – aqueles com maior capacidade de armazenamento de água e que oferecem melhores condições de gestão dos recursos hídricos para geração de energia elétrica. As medidas valerão para o período chuvoso do biênio 2021-2022.

1 de 1 Seca no Reservatório de Sobradinho, em Remanso, na Bahia — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Seca no Reservatório de Sobradinho, em Remanso, na Bahia — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

“O objetivo é mitigar os efeitos da situação de escassez hidroenergética em 2021, que tem provocado a redução significativa dos níveis dos reservatórios, de forma a aumentar a segurança hídrica e garantir os usos múltiplos da água em 2022 e nos anos seguintes”, informou a ANA, em nota. De acordo com a agência, o plano foi elaborado com base em estudos e simulações próprios, “preparando-se inclusive para a repetição de anos desfavoráveis em termos de chuvas”.

As discussões sobre o plano envolveram eventual atualização de normas e restrições existentes, especialmente quanto aos usos da água e aspectos ambientais. “As medidas indicadas definem as vazões defluentes máximas a serem praticadas durante o período úmido a partir dos reservatórios de Serra da Mesa, Três Marias, Sobradinho, Emborcação, Itumbiara, Furnas, Marechal Mascarenhas de Moraes, Jupiá e Porto Primavera”, informou a agência, que não descarta a inclusão de novos reservatórios.

A ANA deve recomendar ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) adoção gradual dos limites de “defluências máximas”. A implementação do plano e seus resultados serão monitorados em “salas de crise”.

 

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