11 cidades de MG são as únicas do Sudeste que descartam lixo de maneira inadequada

Portal do Saneamento Básico
24/08/2021

Onze cidades de Minas Gerais são as únicas da Região Sudeste que descartam lixo de maneira irregular, segundo um levantamento feito pela Associação Brasileira de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre).

Estudo aponta que municípios continuam destinando resíduos para lixões e aterros sanitários, o que é considerado irregular pelo novo Marco Legal do Saneamento Básico.

Com o novo Marco Legal do Saneamento Básico (Lei 14.026/2020), em vigor desde o dia 15 de julho de 2020, as capitais e os municípios que fazem parte de regiões metropolitanas tinham até o dia 2 de agosto de 2021 para destinar de maneira correta o lixo, já que a lei prevê a extinção dos lixões.

Segundo o estudo da Abetre, das 337 cidades brasileiras que continuam descartando resíduos de maneira inadequada, onze delas são do Sudeste, e todas de Minas Gerais: Bonfim, Funilândia, Inhaúma, Santa Bárbara, Baldim e Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte ou no Colar Metropolitano, e Açucena, Bom Jesus do Galho, Bugre, Joanésia e Vargem Alegre, na Região Metropolitana do Vale do Aço.

Aterro Sanitário

Em Mateus Leme, na Grande BH, o lixo produzido pelos moradores vai para um aterro controlado. São cerca de 20 toneladas de resíduos sólidos despejados, por dia, no local, que não tem destinação correta para o chorume e nem cobertura adequada para o lixo, que deveria ficar debaixo da terra.

O município, no entanto, apresentou um plano municipal para lidar com essa situação, e agora tem até 2024 para encerrar as atividades no aterro. No caso das outras cidades, o prazo se esgotou.

“É sabido que há um débito acumulado para com o setor da ordem de 18 bilhões. E não há outra maneira de fazer parte a esse débito senão a cobrança diretamente do usuário. Deixar o lixo de qualquer forma, afastar da vista do munícipe, não me parece uma atitude correta”, afirma Luiz Gonzaga, presidente da Abetre.

Com as mudanças, surge também a preocupação com a renda de quem vive da reciclagem. No aterro de Mateus Leme, trabalham cerca de 20 famílias de catadores.

“A prefeitura tinha que vir conversar com a gente para ver o que poderia ser feito pela gente. Realmente a gente ‘tá’ aqui porque precisa, não é brincadeira”, diz Brenda Oliveira, catadora, desde os 14 anos de idade.

Fonte: G1.

 

 

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